Líder da maioria na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia acredita, como Lula, que a anistia aos golpistas da extrema direita brasileira pode passar na Casa, mas emperrar no Senado. Nem mesmo ser pautada por Davi Alcolumbre.
Essa foi a avaliação feita por Chinaglia à coluna nesta sexta-feira, 5 sobre a atual quadra da política nacional em meio ao julgamento da trama golpista e o tarifaço de Donald Trump.
Presidente da Casa e um dos parlamentares mais experientes do país, o petista afirma que o presidente do Senado vem fazendo consultas jurídicas na área do judiciário para entender a constitucionalidade do projeto.
Chinaglia avaliou, a pedido da coluna, o que poderá acontecer em um pior cenário. “Pegando a pior hipótese, caso Lula vete o projeto aprovado também no Senado, e o Congresso derrube o veto, todo mundo sabe que se trata de um medida inconstitucional, caso livre a cara do Jair Bolsonaro, de Eduardo e dos generais”.
“Esse é um processo que a gente não pode descuidar, porque os fatos crescentes envolvendo as iniciativas do presidente Trump mostram que esses supostos patriotas, que a gente sabe que não são, não tem nenhum limite, mesmo se for para prejudicar o país, mesmo se for para provocar desemprego”, afirmou.
Chinaglia lembrou que o The New York Times e a Economist fizeram reportagens afirmando que Brasil está fazendo aquilo que nenhum outro país fez. “No meio de tanta coisa irresponsável, há um reconhecimento mundial de que o Brasil é uma democracia sólida.
“O mundo inteiro está acompanhando esse julgamento e não tem nenhuma perseguição. Existem fatos, argumentos, de que eles fizeram uma tentativa de golpe, digamos, impressa, filmado, gravado e, portanto, auditável”, completou.
Chinaglia conclama o país e a sociedade civil a apoiar o Supremo Tribunal Federal caso a corte tenha que declarar a inconstitucionalidade de uma anistia aos golpistas réus no STF. “É absolutamente inverídico que o Brasil vive uma ditadura judicial”.





