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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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A insinuação de Mourão sobre Bolsonaro passar a faixa para Lula

Entenda

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 nov 2022, 19h13 - Publicado em 24 nov 2022, 13h19

Para além do absurdo de elogiar os atos golpistas e defini-los apenas como uma “catarse coletiva”, o vice-presidente Hamilton Mourão deu sinais nesta quarta, 23, de que o presidente Jair Bolsonaro pode não querer passar a faixa presidencial para Lula.

Durante evento em Portugal, Mourão considerou a hipótese de Bolsonaro renunciar ao cargo. Nessa situação, ele afirma que, assumindo a chefia do executivo, passaria a faixa para Lula.

“Na minha visão, o presidente deveria passar a faixa, porque é uma questão de presidente para presidente. Independente do processo, independente de gostar ou não da pessoa. É uma questão institucional. Eu não sou presidente. Se por acaso o presidente renunciasse ao cargo e eu me tornasse o presidente, eu teria essa responsabilidade. Hoje, eu não tenho”, disse Mourão.

A insinuação de Mourão pode ser um sinal do que Bolsonaro pretende fazer? O vice-presidente se reaproximou do “mandatário máximo da nação” durante as eleições porque tinha interesse em vencer a disputa para o Senado.

O bolsonarismo foi extremamente importante para que Mourão conseguisse ser eleito no Rio Grande do Sul. Além disso, as atitudes e ideia de Mourão se somam à postura autocrata de Bolsonaro. Por isso, a fala do vice pode não ser um acaso e talvez Bolsonaro tenha sugerido alguma alternativa para não ter que passar a faixa para Lula.

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Pode ser somente a falta ao evento da posse, mas caso uma renúncia se confirme, será o auge do golpismo do atual presidente, que já acumula 25 dias de “sumiço” desde que foi derrotado nas urnas, além de todos os ataques à constituição que fez como presidente da República.

Mourão mostra seu novo alinhamento com Bolsonaro – uma recente proximidade – ao negar que as manifestações antidemocráticas que estão acontecendo desde o resultado das eleições sejam “golpistas” e ao atacar a imprensa, como sempre faz o presidente.

“Em primeiro lugar, as manifestações não são golpistas. Isso foi uma coisa que vocês da imprensa estão colocando. Isso é uma manifestação de gente no Brasil, é uma questão interna nossa, que não se conformou com o processo, que considera que o processo é viciado”, afirmou.

O vice-presidente pode estar dando sinais ou não. O fato é que Mourão está de novo nas graças de Bolsonaro, conhece os bastidores e, pelo seu discurso, já revelou que o presidente cogita a ideia de não passar a faixa (que não é dele, mas do país) para Lula. Por si só, isso já será um grande absurdo que entrará para a História.

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