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Por José Benedito da Silva
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Segurança diminuiu e garimpeiros estão retornando, diz líder ianomâmi

Governo Lula iniciou megaoperação na região em fevereiro, quando veio a público a calamidade sanitária vivida pelas comunidades

Por Victoria Bechara
Atualizado em 9 out 2023, 14h59 - Publicado em 9 out 2023, 14h17

Após quase oito meses de ação do governo federal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, lideranças locais afirmam que a atuação das forças de segurança diminuiu e garimpeiros começaram a retornar ao território. O governo Lula — incluindo Ibama, Polícia Federal e Forças Armadas — iniciou uma megaoperação na região em fevereiro, quando veio a público a calamidade sanitária vivida pelos ianomâmis.

“A situação da terra indígena está voltando a ser como era porque a atuação das forças de segurança diminuiu. No começo do ano, o governo quase zerou o número de garimpeiros. Nos últimos 30 dias, muitos estão retornando”, afirma Junior Hekurari Yanomami, presidente da associação Urihi Yanomami e do Conselho Distrital de Saúde Indígena local. “O governo atual está presente nas comunidades na área de saúde, mas a segurança ainda está demorando muito. Nós temos medo de ser abandonados de novo e voltar tudo como era há quatro anos”, completa.

Na terça-feira, 3, a associação enviou um ofício à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Exército, aos Ministérios dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas para cobrar providências. A entidade afirma que as operações executadas “estão muito aquém” da necessidade de proteção exigida para frear uma nova expansão do garimpo ilegal e ressalta a necessidade de instalação de postos de fiscalização e bases de proteção.

“Cabe uma articulação para atuação conjunta dos órgãos representativos, de maneira que possam garantir a proteção imediata, estabelecendo medidas efetivas que impeçam a população de sofrer um possível massacre, bem como amparo para os Yanomami que correm risco iminente de morte”, diz um trecho do documento.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, centenas de garimpeiros entraram na terra indígena. Nesse período, cresceram os casos de contaminação por mercúrio, doenças como malária, desnutrição e violência. Com o início do governo Lula, operações da Polícia Federal e Ibama expulsaram os invasores e desmontaram a estrutura do garimpo ilegal na região, como barcos, helicópteros e pistas clandestinas. O espaço aéreo chegou a ser fechado. No entanto, segundo as lideranças indígenas, a ofensiva contra a criminalidade no território diminuiu com o tempo.

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Procurado, o Ministério da Defesa informou que “atua com o objetivo de prevenir e reprimir delitos transfronteiriços e ambientais na Terra Indígena Yanomami por meio da promoção de ações de patrulhamento, de revista de pessoas, veículos terrestres, embarcações e aeronaves, e de prisões em flagrante delito.”

A pasta disse ainda que as Forças Armadas mantêm presença constante no território e já realizou 161 operações de retirada de garimpeiros ilegais, reduzindo a área de garimpo em 78,51% este ano.

A reportagem de VEJA também questionou os Ministérios da Justiça e dos Povos Indígenas e aguarda retorno.

 

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