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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PL da Anistia: o bolsonarismo não gostou nada de post de Hugo Motta

Presidente da Câmara diz que não decide sozinho e que as pautas precisam do aval do Colégio de Líderes e respeitar instituições e o interesse da população

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2025, 15h04 • Atualizado em 16 abr 2025, 16h33
  • Uma declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), supostamente sobre a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, tornou-se alvo de críticas nas redes sociais por aliados de Jair Bolsonaro.

    Sem citar nominalmente o projeto de perdão aos condenados pelos ataques que tramita na Câmara, Motta afirmou que, numa democracia, as pautas legislativas devem ser discutidas pelo Colégio de Líderes, e não apenas por uma única figura.

    Ele também reforçou a “responsabilidade” que parlamentares precisam ter no cargo e sinalizou preocupação com uma possível crise do Congresso com o Supremo Tribunal Federal (STF) — a Corte é a instância que tem julgado as tentativas de golpe de Estado no país.

    “Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira”, publicou Motta na terça-feira 15.

    Na última semana, a oposição bolsonarista anunciou já ter mais do que as 257 assinaturas necessárias para requerer urgência ao projeto de lei que concede anistia aos envolvidos no 8/1. Com o número atingido, aliados de Bolsonaro passaram a criticar Motta por supostamente atuar para barrar a tramitação do projeto ou mostrar pouca disposição para fazê-lo avançar.

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    Líder do PL faz ironia

    Em resposta ao post de Motta, o líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), parabenizou, em tom de ironia, as declarações de Motta. “A verdadeira democracia se faz pelo processo legislativo — e não por decisões monocráticas de um só. O presidente da Câmara tem atribuições importantes, mas as grandes decisões sempre passam pelo Colégio de Líderes ou, mais ainda, pela vontade soberana da MAIORIA da Casa”, publicou o parlamentar, afirmando que o projeto da anistia tem o apoio necessário para votar a urgência. “O presidente da Câmara pode muito. Mas a MAIORIA dos deputados pode mais. Porque a democracia se constrói com respeito à maioria e à vontade do Parlamento”, cutucou o líder do PL.

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    Críticas a Motta

    Apoiadores de Bolsonaro também se manifestaram na publicação de Motta, afirmando que o regimento interno da Câmara prevê que sejam incluídas “automaticamente” na Ordem do Dia eventuais proposições de “relevante e inadiável interesse nacional”, a pedido da maioria absoluta da Casa, como é o caso do pacote da anistia.

    “Respeite, deputado, a maioria da Câmara. É a vontade da maioria da população do Brasil. Pense nos inocentes, pense na sua biografia, pense na democracia que senhor pontuou na sua posse. Não coloque seus interesses nessa pauta. Seja corajoso”, escreveu um perfil. “A maioria deseja que seja pautada a anistia. Não entendeu isso? Óbvio que sim. Se quer ser capacho de alguns, faça sem prejuízo ao Brasil”, postou outro. “Democracia é a vontade do povo por seus políticos eleitos, e não vontade do Colégio de Líderes. A maioria já decidiu e assinou a decisão”, escreveu outro usuário do X.

    As críticas ecoam o que já vem sendo externado publicamente por outros bolsonaristas ilustres. O pastor Silas Malafaia, um dos críticos mais ferrenhos do presidente da Câmara, chegou a afirmar que Motta tentava esvaziar a mobilização em torno do projeto ao não demonstrar vontade de pautar o pedido de urgência, cancelando a reunião do Colégio de Líderes na semana passada e determinando votação remota nesta semana, em razão da Semana Santa.

    Malafaia afirmou que Motta estaria “afinado” com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao atuar para impedir a tramitação da anistia. O pastor citou que o “toma lá dá cá” envolveria o avanço de investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de fraude, superfaturamento e desvio de recursos federais na cidade de Patos, comandada por Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta. Nenhum deles é alvo oficial da força-tarefa.

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