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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os cinco estados em que o PSB disse ‘não’ a uma federação com o PT

Em consulta interna, no entanto, dezoito diretórios socialistas votaram a favor de uma composição por quatro anos com os petistas

Por Leonardo Lellis Atualizado em 14 dez 2021, 13h46 - Publicado em 14 dez 2021, 07h00

Enquanto tenta atrair o ex-governador tucano Geraldo Alckmin para compor chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022, o PSB avança algumas casas para selar a união com o PT em uma federação de partidos — aqui incluído o PCdoB.

Dezoito presidentes de diretórios estaduais manifestaram-se favoravelmente à formação da federação com o petistas em uma reunião com o presidente da sigla, Carlos Siqueira. Votaram contra os representantes do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso (que não querem estar ao lado do PT) — Tocantins é contra a formação de qualquer federação.

A reunião teve caráter consultivo, já que a decisão de se formar federações caberá aos presidentes dos partidos, uma vez que a composição terá caráter nacional e deverá ser seguida em todos os estados. Na costura com o PT, por exemplo, o PSB quer apoio dos petistas nas eleições para os governos de São Paulo (com Márcio França), Rio Grande do Sul (com Beto Albuquerque) e Pernambuco (que definiu que terá candidato próprio, mas não o nome) — SP e PE votaram a favor da federação com o PT. 

Do lado do PT também há resistência à composição com o PSB. “Somos contrários a que o PT embarque nessa aventura de federação com o PSB de Beto Albuquerque (RS), Marcio França (SP) e Júlio Delgado (MG), com ou sem o famigerado ex-governador Alckmin (SP)”, diz o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh em artigo assinado com Markus Sokol e Misa Boito que chamam a federação de “camisa-de-força”. 

De fato, não se trata de uma composição trivial. Depois do fim das coligações partidárias para eleições proporcionais, a formação de federações recupera a lógica de alianças partidárias, mas com regras mais estritas: em vez de valer apenas para estados específicos, as federações terão caráter nacional e devem durar pelo menos quatro anos. O partido que sair perderá acesso ao Fundo Partidário e o parlamentar que quiser migrar para um partido de fora estará sujeito às regras de fidelidade partidária.

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O PSOL iniciou conversas para a formação de uma federação com a Rede e o PCdoB. “Outras propostas de federação com partidos de esquerda serão apreciadas oportunamente pela Executiva Nacional”, tuitou o presidente da sigla, Juliano Medeiros, deixando em aberto a possibilidade de união com PT e PSB.

Aliança antecipada

Apesar do impasse entre PT e PSB para a aliança nacional, os dois partidos estão mais próximos em ao menos uma unidade da federação. Em Sergipe, os socialistas deverão apoiar a candidatura do senador Rogério Carvalho (PT) em uma chapa de oposição a Belivaldo Chagas (PSD) — que, por sinal, tem como vice a petista Eliane Aquino, viúva do ex-governador Marcelo Déda. Cotado para a vaga de vice na chapa petista, o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho é do PL, que acolheu Jair Bolsonaro, e já foi convidado para migrar para o PSB.

Do lado de Belivaldo, o governador tem postergado a definição sobre quem irá apoiar. O favorito de seu partido, o PSD, para a sucessão é o deputado Fábio Mitidieri — mas o pedetista Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju, e o deputado federal Laércio Oliveira (PP) tentam o apoio do governador. “Não haverá nenhuma imposição. Essa construção será feita com muito diálogo”, afirma Mitidieri.

Reportagem de VEJA desta semana mostra os percalços para os partidos de esquerda e centro-esquerda manterem o controle dos estados da região Nordeste. Com sete dos nove governadores impedidos de tentar a reeleição em 2022, oposição a Jair Bolsonaro vê sinal de alerta em reduto marcado pela resistência ao presidente.

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