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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O Zero Três e sua campanha de desinformação sobre pesquisas

Em meio a um cenário complicado para o bolsonarismo, apoiadores e parlamentares intensificam campanha para tentar descredibilizar institutos

Por Da Redação Atualizado em 2 jul 2022, 08h19 - Publicado em 1 jul 2022, 19h31

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o filho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro (PL), segue investindo na campanha para tentar descredibilizar as pesquisas eleitorais. O alvo da vez foi o levantamento do Datafolha desta sexta-feira, 1º, para o governo de São Paulo.

A pesquisa trouxe uma má notícia para o clã Bolsonaro, já que o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) — candidato do presidente em São Paulo — aparece empatado em 13% com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) na corrida pelo governo do estado no cenário sem o ex-governador Márcio França (PSB), que deve anunciar a sua desistência. Nessa situação, Fernando Haddad (PT), apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera com 34%. Em relação à pesquisa anterior, com França, Garcia mais que dobrou o seu percentual de intenção de votos (tinha 6%), enquanto Tarcísio avançou três pontos (tinha 10%).

Em meio ao cenário complicado para o bolsonarismo, a estratégia tem sido espalhar desinformação. Eduardo compartilhou os números do Datafolha ao lado de uma matéria publicada pelo portal Yahoo. O texto informa que o Datafolha errou mais da metade das previsões para cargos executivos no primeiro turno das eleições de 2014. O deputado não menciona, no entanto, que o instituto acertou a porcentagem de Dilma Rousseff, eleita para a presidência naquele ano. Também previu a vitória de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo.

Como a VEJA já mostrou, o índice de acerto dos institutos de pesquisa tem sido bastante elevado ao longo da história. No caso das eleições presidenciais, desde 1989, Datafolha e Ibope acertaram todos os dados de primeiro e segundo turno. Em 27 de outubro de 2018, um dia antes do segundo turno, o Datafolha apontou que Bolsonaro teria 55% das intenções de voto, contra 45% de Haddad. O resultado foi 55,13% a 44,87%

O bolsonarismo, incluindo os filhos do presidente e alguns ministros e ex-ministros, já tinham tentado desacreditar a pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial divulgada no dia 23 de junho, que mostrava Lula com 47% contra 28% de Bolsonaro. Esse mesmo levantamento apontava que, com 53% dos votos válidos, o petista ganharia no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

 

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