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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Esquerda apoia mais a regulação de redes do que a direita, aponta pesquisa

No geral, 70% dos eleitores defendem leis para proteção digital de menores, segundo o instituto Locomotiva, mas taxa varia de acordo com o perfil ideológico

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2025, 13h19 •
  • Discussão permeada por vieses ideológicos, a regulação das redes sociais avança no Brasil, impulsionada pela onda nacional de indignação com crescentes ameaças à segurança de crianças e adolescentes na internet. Apesar do alto grau de apoio ao tema no Congresso, que aprovou na semana passada uma nova legislação a toque de caixa, a pauta ainda divide os eleitorados de esquerda e direita, segundo pesquisa de opinião publicada em agosto pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro.

    De acordo com o levantamento, 70% dos brasileiros concordam com a regulação das redes sociais para proteção de menores de idade na web. O recorte eleitoral, no entanto, revela uma diferença substancial no apoio ao tema: 78% dos eleitores de esquerda defendem a criação de leis específicas sobre o tema, enquanto 57% dos entrevistados à direita se dizem favoráveis à pauta.

    As percepções sobre as ameaças do ambiente digital também variam ao longo do espectro político. A ideia de que crianças e adolescentes estão muito expostos a riscos online encontra eco entre 91% dos eleitores à esquerda, ao passo que 73% dos brasileiros alinhados à direita concordam com a afirmação. No geral, 80% dos entrevistados acreditam que a internet sem regulação é um ambiente propício a bullying e propagação de violência.

    Entre os principais riscos da exposição digital de crianças e adolescentes apontados pelos entrevistados, destacam-se:

    • Falta de segurança (71%)
    • Risco de crimes cibernéticos (63%)
    • Transtornos mentais (63%)
    • Falta de privacidade (60%)
    • Ciberbullying (58%)
    • Redução do desempenho escolar (47%)
    • Adultização infantil (46%)
    • Transtornos de imagem (45%)
    • Transtornos alimentares (32%)
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    Sobre o papel da família na segurança digital, 91% dos brasileiros defendem que pais e responsáveis devem controlar ativamente o uso de redes sociais pelos menores e 86% dos entrevistados criticam o chamado “sharenting” — isto é, a exposição excessiva de crianças e adolescentes pelos próprios familiares. Ao mesmo tempo, 90% dos eleitores de esquerda e 79% do eleitorado à direita acreditam que as big techs devem monitorar o conteúdo que circula em suas plataformas. “Os brasileiros entendem que a proteção digital deve ser compartilhada. Pais e responsáveis precisam mediar o acesso de seus filhos às redes, mas não basta apenas a ação individual das famílias. É papel do Estado garantir leis que ofereçam limites claros e deem segurança para que a infância não seja entregue ao improviso no ambiente online”, avalia Renato Meirelles, presidente do Locomotiva.

    O Instituto Locomotiva entrevistou 1.500 eleitores brasileiros, em todo o país, entre os dias 11 e 14 de agosto de 2025.

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