Dupla de sucesso: a aposta de Nunes em apelido de campanha com Tarcísio
Governador de São Paulo tem sido um dos principais aliados do atual prefeito na corrida à reeleição
Após uma estreia marcada por ataques constantes de adversários, a campanha do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), mostra sinais de recuperação. A edição de VEJA desta semana mostra como, apesar dos resultados positivos, a equipe do candidato à reeleição mantém o alerta ligado, enquanto aposta em trunfos eleitorais que podem ser decisivos para a vitória.
Um deles, e talvez o principal, é Tarcísio de Freitas (Republicanos). O apoio do governador do estado se intensificou nas últimas semanas: ele não só tem gravado com Nunes para inserções na TV e para redes sociais, mas participado frequentemente da campanha de rua do emedebista.
Ao contrário do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recuou e adotou uma postura “hesitante” após ver o coach Pablo Marçal (PRTB) avançar sobre o seu eleitorado, Tarcísio dobrou a aposta e, mesmo sob a mira do público de direita — alguns passaram a chamá-lo de “esquerdista” por se opor ao coach –, manteve o apoio explícito ao prefeito.
“O Tarcísio entrou para valer e é hoje o maior cabo eleitoral do Ricardo Nunes em São Paulo”, diz Valdemar Costa Neto, presidente do PL. “Ele [Tarcísio] tem menos rejeição do que o Marçal e dialoga bem com o eleitor de centro, sem perder de vista os valores da direita”, completa o cacique.
A mensagem tem sido replicada na parceria “Nunestar”, novo apelido da campanha para a dupla: declarações remetendo à experiência de gestão de ambos, voltadas ao público que é contra temas espinhosos como a liberação das drogas e o aborto, são frequentes nas peças publicitárias. O início do horário eleitoral e o bombardeio, por meio da TV e rádio, de imagens de Nunes e Tarcísio, também são considerados como decisivos.
Por enquanto, a avaliação no entorno do prefeito é mais do que otimista. A pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira, 12, mostra Nunes com 27% das intenções de voto (eram 22% na semana anterior), seguido por Guilherme Boulos (PSOL), com 25% (antes com 23%), e Marçal com 19% (antes eram 22%).