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Informação e análise
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Na crise, aumentou a desconfiança nas Forças Armadas

Ipespe: 37% dizem "não confiar" nas Forças Armadas. Eram 24% em 2018. Corrosão da imagem dos militares aumentou 13 pontos em 31 meses de governo Bolsonaro

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1 out 2021, 08h00

O papel do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, na crise institucional motivou uma “apuração preliminar” na Procuradoria-Geral da República, confirmada ao Supremo Tribunal Federal nesta semana.

Desde que assumiu a Defesa, em março, Braga Netto se tornou uma referência da tentativa de amálgama dos interesses de Jair Bolsonaro com os das instituições militares.

Em maio, levou-as ao palanque eleitoral num comício do presidente-candidato em Brasília. “As Forças Armadas estão [prontas] para proteger os senhores para que possam produzir com tranquilidade” — discursou para a plateia mobilizada por empresários do agronegócio de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. A liberdade é o nosso bem maior e fundamental.”

Até o fiasco da coreografia enfumaçada de veículos de combate na Praça dos Três Poderes, no dia em que a Câmara rejeitou o regresso ao voto impresso, Braga Netto produziu mais confusão política do que todos os seus antecessores juntos no Ministério da Defesa.

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Agora está no alvo de uma investigação motivada por petições de parlamentares ao Supremo sobre ameaças à realização de eleições em 2022. Ele nega.

A leniência militar, somada à omissão civil que reluta em tratar assuntos da caserna além da fronteira do orçamento, permitiu a Bolsonaro dar ao governo uma moldura militarista. No Palácio do Planalto passou a tratar Exército, Marinha e Aeronáutica como se fossem órgãos governamentais, embora estejam definidas na Constituição como instituições de Estado.

A mistura não deu liga. A radicalização prevista a partir dos comícios do Dia da Independência (o ministro da Defesa participou de um deles) naufragou no solo seco da praça dos Três Poderes, em Brasília.

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(Pesquisa Ipespe, 22 a 24 de setembro de 2021/VEJA)

Restaram prejuízos à imagem das instituições militares, tendência confirmada na pesquisa Ipespe (antiga XP/Ipespe) divulgada ontem, onde 37% declaram não confiar nas Forças Armadas.

A mudança na percepção coletiva começou em abril de 2019, quando se captou na mesma pesquisa a primeira variação na confiança pública — uma queda de 70% para 66% entre os que declaravam confiar no Exército, na Marinha e na Aeronáutica.

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O processo corrosivo avança no compasso da crise e é coincidente com todo o esforço presidencial para caracterizar instituições como seções de governo. Resultado: em 31 meses de Bolsonaro aumentou em 13 pontos percentuais na desconfiança pública sobre as Forças Armadas — o índice de 24% , em dezembro de 2018, já está em 37%, informa a sondagem feita entre 22 e 24 de setembro.

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