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José Casado

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Informação e análise

Campanha eleitoral já tem alvo definido: o Supremo Tribunal Federal

STF ficará exposto nos palanques. É resultado da convergência de interesses no Congresso para redução ou limitação do poder concentrado pelos onze juízes

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2025, 13h06 • Atualizado em 23 dez 2025, 15h50
  • A temporada eleitoral de 2026 já tem um alvo definido: o Supremo Tribunal Federal.

    É situação inédita numa história institucional de 217 anos, iniciada com a decisão do príncipe regente João VI de transformar o antigo Tribunal da Relação do Rio de Janeiro em Casa da Suplicação do Brasil, órgão de cúpula do Poder Judiciário com 23 juízes.

    O STF ficará exposto nos palanques durante a campanha eleitoral. É resultado da convergência de interesses no Congresso para a redução ou a limitação do poder concentrado pelos onze juízes desse tribunal, caso singular pelo acúmulo de funções de última instância constitucional, cível e criminal.

    Há quem veja riscos. Lula, por exemplo, tem repetido em reuniões com aliados advertências sobre eventual ofensiva de candidatos da extrema-direita: “Precisamos ganhar maioria no Senado, senão esses caras vão avacalhar a Suprema Corte. Não é porque a Suprema Corte é uma maçã doce, não. É porque precisamos preservar as instituições que garantam e defendam a democracia deste país. Se a gente for destruir aquilo que a gente não gosta, não vai sobrar nada.”

    Há quem considere necessária uma revisão dos métodos, critérios e normas de conduta do Judiciário, com foco no Supremo. É o caso do senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe.

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    Na estreia do mandato, em 2019, apresentou a proposta de uma CPI do Judiciário, apelidada de Lava Toga em referência à operação Lava Jato que o STF começava a desmontar. A ideia se dissipou à medida que se multiplicavam evidências sobre o projeto golpista de Jair Bolsonaro.

    Candidato à reeleição, Vieira anunciou em redes sociais que na volta do recesso, em fevereiro, pretende “coletar assinaturas para a investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro (Alexandre de) Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além da notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”. As revelações sobre o contrato e a atuação do juiz Moraes foram feitas pelos repórteres Lauro Jardim e Malu Gaspar.

    Mais do que previsível, o desgaste do Supremo se tornou inevitável.

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