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Isabela Boscov

Por Coluna
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Thor: Ragnarok

O trailer confirma: se você ainda não viu nada do diretor Taika Waititi, corra para ver – seu humor vai melhorar na hora

Por Isabela Boscov Atualizado em 10 abr 2017, 16h56 - Publicado em 10 abr 2017, 16h32

O trailer de Thor: Ragnarok acabou de estrear e, sem brincadeira, é um dos melhores (o melhor?) que a Marvel já lançou: o visual é um arraso, a apresentação de cada personagem é estupenda (Cate Blanchett vem a toda como a vilã), o elenco é ótimo, a escolha de Immigrant Song, a música de conquista viking do Led Zeppelin, é óbvia mas funciona que é uma maravilha, e o tempero – esse é o que mais me anima para a estreia do terceiro Thor, em 2 de novembro. Quem dirige é o neozelandês Taika Waititi, que está pulando sem escalas do micro para o mega-orçamento, mas traz consigo algo que não tem preço: montes de originalidade e um senso de humor sem igual.

O que Fazemos nas Sombras ()

A não ser que você acompanhe muito de perto a TV e o cinema neozelandeses, provavelmente só conhece Taika Waititi como ator se assistiu ao mockumentary (ou falso documentário) O que Fazemos nas Sombras, que está disponível na Netflix e é genial – Waititi faz Viago, o vampiro organizado e ansioso que divide a casa com outros dois vampiros largadões em Wellington, na Nova Zelândia. Como diretor, Waititi assinou O que Fazemos nas Sombras, Fuga para a Liberdade (que está no NOW, Apple TV e Google Play e eu comento no próximo parágrafo) e vários episódios da série Flight of the Conchords (na HBO GO). Além de Thor: Ragnarok, claro – um talento assim tão especial para o inusitado não passa despercebido, e a Marvel correu para recrutar Waititi. Já dá para conferir a pegada dele para o deus nórdico em dois curtas (Team Thor Part 1 & Part 2) que mostram Thor bestando na casa de um coitado, na Austrália, enquanto os outros Vingadores trabalhavam em Capitão América: Guerra Civil. Aliás, se Thor: Ragnarok cumprir tudo o que o trailer promete, os demais Vingadores vão ter de suar a camisa para acompanhá-lo.

Fuga para a Liberdade
Fuga para a Liberdade (Sony Pictures/Divulgação)

Mas, se você está precisando de alguma coisa para melhorar já o humor, dê uma espiada em Fuga para a Liberdade. O protagonista do filme, o gordinho e mal-humorado Ricky (Julian Dennison), me ganhou de cara: quando a assistente social o despeja na casa dos seus novos pais temporários avisando que Ricky é “um caso perdido” e certamente vai dali para o reformatório, apoiei integralmente o ar de tédio e indiferença de Ricky: o que mais fazer? Tentar parecer uma criança encantadora? Não, claro. Numa situação dessas, só resta fingir que não se está nem aí para preservar alguma dignidade.

Fuga para a Liberdade
Fuga para a Liberdade (Sony Pictures/Divulgação)

Mas Bella (Rima Te Wiata) não é boba. Também ela saca que Ricky está só se defendendo, e entra no jogo dele. Toda noite, Ricky foge (ele avisou que ia fazê-lo). Como a casa fica no meio do nada e ele não é lá muito atlético, Ricky anda uns 200 metros e fica no mato esperando Bella ir persuadi-lo a voltar, com promessas de bacon e panquecas. Ricky e Bella se adoram. Hec (Sam Neill), o marido de Bella, não adora coisa nenhuma. Só olha os dois, grunhe e vai caçar algum bicho. E então algo acontece, Ricky e Hec muito a contragosto se veem sozinhos e, por razões que não convém revelar, têm de fugir, sobrevivendo juntos na floresta e se escondendo de todos. É extremamente bem escrito – Waititi tem o dom de pegar clichês e virá-los do avesso, para transformá-los em algo novo – e absolutamente delicioso. E, como O que Fazemos nas Sombras, consegue ser também tocante de uma maneira muito digna e discreta: se há algo que Waititi nunca perde de vista, nesses dois filmes, é que não existe nada mais duro do que não ser querido nem desejado.

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Trailers

FUGA PARA A LIBERDADE
(Hunt for the Wilderpeople)
Nova Zelândia, 2016
Direção: Taika Waititi
Com Julian Dennison, Sam Neill, Rima Te Wiata, Rachel House, Tioreore Ngatai-Melbourne

 

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