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Um debate bisonho como a campanha

Vou tratar do debate na Globo num texto mais extenso, mas o conteúdo do post anterior exige a antecipação de quatro registros. Primeiro: sorteado para abrir o terceiro bloco do debate na Globo com uma pergunta sobre habitação, José Serra poderia ter convidado Dilma Rousseff a explicar-se sobre a Casa da Mãe Joana instalada na […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 14h05 - Publicado em 1 out 2010, 05h31

Vou tratar do debate na Globo num texto mais extenso, mas o conteúdo do post anterior exige a antecipação de quatro registros.

Primeiro: sorteado para abrir o terceiro bloco do debate na Globo com uma pergunta sobre habitação, José Serra poderia ter convidado Dilma Rousseff a explicar-se sobre a Casa da Mãe Joana instalada na Casa Civil pela melhor amiga Erenice Guerra, ou desmontado as invencionices, lorotas e malandragens que transformaram o programa Minha Casa, Minha Vida no maior conjunto residencial imaginário do planeta. Em vez disso, preferiu conversar sobre irrelevâncias com Marina Silva.

Segundo: Serra será lembrado como o primeiro candidato da história que, em segundo lugar nas pesquisas, prefere trocar ideias com quem vem atrás em vez de acossar quem lidera a disputa.

Terceiro: num país atormentado pela corrupção endêmica, a única menção à impunidade dos bandidos de estimação foi feita pela platéia. Quando Dilma Rousseff disse que “todas as doações oficiais estão colocadas no site da campanha”, até alguns companheiros caíram na gargalhada.

Quarto: o espetáculo da mediocridade encenado no estúdio da Globo foi um desfecho perfeito para a mais bisonha campanha presidencial desde a Proclamação da República.

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