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Tecnologia 3D recria rostos de múmias sepultadas com máscaras mortuárias

Imagens revelam traços de uma criança, uma mulher idosa e dois homens sepultados entre os séculos XIII e XVIII com máscaras feitas de cera, argila e milho

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 out 2025, 13h00 •
  • Entre os séculos XIII e XVIII, quatro indivíduos indígenas foram sepultados nas montanhas dos Andes, na Colômbia, com máscaras mortuárias moldadas em cera, resina, argila e milho, cuidadosamente adornadas com miçangas que contornavam os olhos. Essas coberturas rituais foram concebidas para proteger e honrar os mortos, mas também acabaram escondendo suas feições por séculos. Agora, graças ao avanço da tecnologia, pesquisadores conseguiram “retirar” digitalmente essas máscaras e reconstruir com realismo o rosto de cada um dos antigos habitantes da região.

    As representações, desenvolvidas por cientistas do Reino Unido, revelam os traços de um menino de aproximadamente 6 ou 7 anos, uma mulher de cerca de 60 e dois homens jovens que viveram entre os anos de 1216 e 1797. As múmias foram encontradas na Cordilheira Oriental, uma das principais cadeias montanhosas da Colômbia, e acabaram sob custódia do Instituto Colombiano de Antropologia e História após terem seus túmulos saqueados. Esse saque comprometeu a coleta de informações arqueológicas mais precisas, tornando difícil identificar a etnia, os costumes e as circunstâncias de vida dessas pessoas.

    Como foram feitas as reconstruções

    Para chegar aos rostos, a equipe utilizou tomografias computadorizadas (CT scans) das múmias, que permitiram gerar modelos tridimensionais e remover virtualmente as camadas das máscaras. Em seguida, com o auxílio de uma caneta háptica, um instrumento que simula a sensação de toque, os pesquisadores “reconstruíram” digitalmente músculos e tecidos faciais sobre os crânios.

    No caso dos dois homens, a espessura dos tecidos foi baseada em medições médias de homens adultos colombianos atuais. Já para a mulher e a criança, como não existem dados antropométricos equivalentes, os cientistas precisaram fazer estimativas. Depois, ajustaram detalhes como cor de pele, cabelos e olhos, além de adicionar elementos realistas como rugas, sardas e poros.

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    Os autores afirmam que as reconstruções não devem ser interpretadas como retratos fiéis, e sim como aproximações científicas baseadas nas evidências disponíveis. Como não há registros que indiquem como esses indivíduos se apresentavam em vida, é impossível saber se tinham tatuagens, cicatrizes ou variações de pigmentação.

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