O Estado Islâmico (EI) está prestes a ser derrotado em sua “capital” iraquiana, Mossul, ao mesmo tempo em que forças curdas, com armamento americano, se preparam para atacar Raqqa, a matriz síria do grupo. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, general James Mattis, declarou que a estratégia do governo de Donald Trump é de “aniquilação” dos terroristas — em contraste com a do antecessor Barack Obama, que era de “contenção”. Nada disso, infelizmente, inspira otimismo.
O terrorismo islâmico é um câncer contemporâneo que não se restringe ao Oriente Médio ou a focos isolados, mas extremamente perigosos, no Ocidente. Ele continua crescendo onde sempre encontrou terreno fértil e está se espalhando para novos lugares. O atentado com caminhão-bomba que matou cerca de noventa pessoas e feriu outras 400 no distrito das embaixadas em Cabul, capital do Afeganistão, nesta semana, é um doloroso lembrete disso.
De imediato, nenhum grupo reivindicou o ataque. O Talibã é o suspeito de sempre, mas o EI também tem um pé no país. Não é por outro motivo que os Estados Unidos não conseguem encerrar suas operações militares por lá. Em vez disso, o governo americano estuda enviar mais 5.000 soldados, além dos 8.500 que já estão em solo afegão.
O EI também está se expandido para outros países da Ásia. Nas Filipinas, o presidente-troglodita Rodrigo Duterte está às voltas, na ilha de Midanao, com uma antiquíssima rebelião armada islâmica que agora resolveu hastear a bandeira do EI. Em Bangladesh, a violência contra a minoria não muçulmana da população se avoluma.
O radicalismo islâmico se dissemina como uma metástase.
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