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Proibir a venda de bebidas açucaradas no trabalho leva ao emagrecimento

Segundo novo estudo, a proibição da comercialização desse tipo de produto pode proporcionar muitos benefícios para a saúde do funcionário

Por Sabrina Brito - Atualizado em 29 out 2019, 15h11 - Publicado em 29 out 2019, 15h02

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, baseada no banimento da venda de bebidas açucaradas no ambiente de trabalho, levou a uma queda de 48,5% no consumo desses produtos. O estudo foi feito nos Estados Unidos e, seus resultados, publicados na última segunda-feira, 28, no periódico científico JAMA Internal Medicine.

O levantamento levou em consideração os hábitos e relatos de 202 participantes e durou 10 meses. Ao final do estudo, aqueles que haviam reduzido o consumo dessas bebidas, que incluem refrigerantes, isotônicos e chás, apresentaram uma melhora na resistência à insulina e nos níveis de colesterol.

Durante os meses em que a pesquisa estava sendo feita, os funcionários da universidade ainda podiam levar bebidas com açúcar ao trabalho, fosse de casa ou de outros locais. O único banimento foi em relação à venda no próprio ambiente de trabalho, que costumava ser feita em lanchonetes, máquinas automáticas, entre outros.

Como resultado, os participantes perderam, em média, 2,1 centímetros de cintura ao longo dos 10 meses. Além disso, quase 70% deles apresentaram uma diminuição no número da cintura de calças e shorts.

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De acordo com os cientistas, grande parte desse grupo de pessoas estava correndo altos riscos de desenvolverem doenças metabólicas e cânceres precoces. Em média, os indivíduos consumiam ao menos uma bebida açucarada por dia — taxa alta demais para a manutenção da saúde do corpo. Entre as pessoas analisadas, haviam obesos e pré-diabéticos.

Para os pesquisadores, o estudo aponta para uma possível solução, ao menos no tocante ao ambiente de trabalho, para a crescente epidemia de obesidade nos Estados Unidos. Segundo eles, o incentivo ao consumo de águas saborizadas e cafés e chás sem açúcar pode ser outra alternativa para amenizar a crise, além da instalação de bebedouros e filtros de água para uso público.

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