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Museu alemão descarta devolver busto de Nefertiti ao Egito

Fundação diz que egípcios não têm direito legal sobre relíquia

Por Marco Túlio Pires
Atualizado em 6 Maio 2016, 17h10 - Publicado em 25 jan 2011, 20h28

O pedido para que a estátua volte é uma consequência da política egípcia de tentar recuperar os objetos que foram levados para fora do país no início do século 20, entre eles a Pedra de Roseta, que agora está no Museu Britânico

A fundação alemã responsável por guardar o busto da rainha Nefertiti, uma das relíquias egípcias mais antigas, recusou mais uma vez o pedido do Egito para devolver a escultura. Uma solicitação semelhante havia sido feita em 2009. A estátua de 3.400 anos atrai um milhão de turistas anualmente ao museu Neues, em Berlim, capital alemã.

O presidente da Fundação do Patrimônio Histórico Prussiano, Hermann Parzinger, afirma que o museu adquiriu Nefertiti legalmente e que o Egito não possui direito legal sobre a relíquia. “O posicionamento da fundação não mudou. Nefertiti é e continuará sendo a embaixadora do Egito em Berlim”, afirmou Parzinger em um comunicado.

Representantes da fundação disseram também que não consideram o pedido oficial por não ter sido assinado pelo primeiro-ministro egípcio, Ahmed Nazif. Contudo, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias, Zahi Hawass, afirma que o pedido feito pelo órgão foi aprovado pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Cultura do Egito.

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O busto de Nefertiti – famoso pelas formas delicadas e os olhos amendoados – foi encontrado em 1912 pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt, a 275 quilômetros ao sul do Cairo, capital do Egito. A relíquia foi levada para a Alemanha no ano seguinte. De acordo com Hawass, o arqueólogo alemão agiu como se o busto fosse um artefato de menor valor com a intenção de garantir que o objeto chegasse a Berlim.

Preservação – O pedido para que a estátua volte é uma consequência da política egípcia de tentar recuperar os objetos que foram levados para fora do país no início do século 20, entre eles a Pedra de Roseta, que agora está no Museu Britânico. Para Bruno Bugarelli, professor de direito da PUC Minas, o detentor legítimo das relíquias é o Egito. “Em termos concretos, aquilo que era do Egito deveria retornar ao país”, afirma. Porém, Burgarelli ressalta que o país “precisa assegurar que esses artefatos terão segurança e condições de serem exibidos para humanidade”.

De acordo com o professor, muitos países europeus argumentam que os países de origem dos artefatos não têm condições de garantir a integridade das raridades, consideradas patrimônio da humanidade. “É interesse maior da humanidade preservá-los, independente de onde estejam”, disse. “Não adianta querer a relíquia de volta para colocá-la em um cofre. Ela tem que estar disponível para quem quiser apreciá-la.”

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