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Havaí proibirá protetores solares para proteger corais

Estado americano composto por ilhas foi o primeiro a agir em defesa da vida marinha

Por Sabrina Brito Atualizado em 21 ago 2018, 18h41 - Publicado em 20 ago 2018, 18h30

O estado americano do Havaí, conhecido pela beleza e diversidade de suas ilhas, anunciou recentemente que banirá a comercialização de certos tipos de protetor solar a partir de 2021. A decisão se baseia em um estudo de 2015 que constatou que os filtros contendo os compostos químicos octinoxato e oxibenzona podem causar o branqueamento de corais marinhos, o que os prejudica. Enquanto a primeira substância pode ser encontrada também em produtos labiais, a segunda está presente em vários tipos de hidratante.

Quando branqueados, os corais ficam mais frágeis e podem chegar até mesmo a morrer. O processo mencionado pode interferir no material genético e enfraquecer suas estruturas físicas. O dano aos corpos desses animais pode ser negativo não apenas para eles, mas também para todos os seres que compartilham a sua cadeia alimentar. Isso cria um efeito em cascata de destruição.

A descoberta científica é alarmante por causa do contexto em que vem à tona. Com o aquecimento global e a conscientização acerca do câncer de pele, cresce o uso de protetor solar.  Em razão disso, o governo havaiano resolveu proibir o uso de filtros solares que contenham octinoxato e oxibenzona, no prazo máximo de três anos. Assim, é esperado que a vida marinha da região seja mantida a mais saudável possível, pelo menos em relação ao branqueamento dos corais.

A decisão foi aplaudida por ambientalistas, que veem como positiva a ação de diminuir o dano aos corais e preservar a vida nos mares e oceanos. Por outro lado, alguns dermatologistas enxergam a ação como problemática. Quando a medida anunciada no Havaí entrar em vigor, existe a possibilidade de que, em vez de trocar a marca do protetor por uma que não utilize os compostos que prejudicam os animais marinhos, as pessoas simplesmente parem de aplicar filtros solares. Isso poderia acarretar um crescimento na taxa de câncer de pele na região, o que criaria um grande problema de saúde pública.

O dilema fica, dessa forma, entre potencialmente prejudicar a nós mesmos ou cuidar dos outros seres vivos com os quais dividimos a Terra.

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