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Estudo revela subrepresentatividade de minorias na publicidade

Levantamento realizado duas vezes ao ano revelou que a igualdade está longe do alcance no meio da propaganda

Por Sabrina Brito Atualizado em 16 dez 2020, 14h45 - Publicado em 16 dez 2020, 14h39

Uma nova pesquisa desenvolvida pela ONU Mulheres e pela empresa Heads Propaganda destacou que a representatividade no meio da propaganda está longe do ideal. O levantamento se baseou na análise de comerciais e posts em redes sociais publicados no começo do ano.

Uma das constatações do estudo foi a de que as mulheres que mais aparecem nessas peças publicitárias são brancas, jovens, magras, com curvas, cabelos lisos e castanhos. Já os homens costumam ser brancos, fortes, musculosos e com cabelos também lisos e castanhos. Essas caracterizações estão presentes em mais de 60% das peças, seja na TV ou no Facebook, indicando que o padrão de beleza não mudou ao longo dos últimos meses.

Além disso, a presença de mulheres negras na televisão cresceu 5% desde a última pesquisa, mas ainda não ultrapassa o pico registrado em 2018 de 25%. Homens e mulheres negros aparecem mais como coadjuvantes, enquanto as moças de pele branca são 74% das protagonistas.

Outra descoberta foi a de que 33% do conteúdo analisado apresentou uma posição neutra, sem apostar no empoderamento ou na estereotipização. De acordo com o levantamento, tratam-se de oportunidades perdidas de evoluir para um cenário mais representativo e igualitário.

Ainda segundo o estudo, foi observada a marginalização de muitos grupos no ramo da publicidade. Os mais velhos têm apenas 12% de representatividade (quase sempre com pessoas brancas), os LGBTQIA+ têm somente 1,3% e as pessoas com deficiência, 0,8%.

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