Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Descoberta da USP de mega lago entra para o Guinness

Com a extensão da Argentina, o corpo de água já foi confundido com mar devido ao enorme volume de água.

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 28 jan 2024, 18h05 - Publicado em 28 jan 2024, 17h59

Pela primeira vez uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP-SP) chega a uma publicação popular como o Guinness Word Record, o livro dos Recordes. Professores do Instituto Oceanográfico descobriram um mega lago extinto que já teve a extensão do território da Argentina, com 2,8 milhões de quilômetros quadrados, e 1,8 milhões de metros cúbicos de água salobra. Nomeado de Parathetys, esse imenso corpo de água existiu há 11 milhões de anos, entre o leste dos Alpes e o Cazaquistão. Até a descoberta, especulava-se que ali existia um mar pré-histórico, chamado de Sámatra, devido a quantidade imensa de água e a variedade de vida marinha.

A pesquisa liderada pelo geocientista Dan Valentin Palcu, teve colaboração de universidades da Rússia, Holanda, Rússia, Alemanha e Romênia. “Durante muito tempo acreditou-se que ali existia um mar pré-histórico, conhecido como Mar Sármata, mas agora temos evidências claras de que durante cerca de 5 milhões de anos este mar tornou-se um lago – isolado do oceano e cheio de animais nunca vistos em outros lugares ao redor do globo”, conclui Palcu.

Os cientistas descrevem o super lago com uma fauna exótica, com moluscos, micro crustáceos e baleias-anãs de três metros de comprimento, como a Cetotherium riabinini, considerada a menor que já existiu no mundo. Foram múltiplas as crises hidrológicas e período de secas na região, mas a mais grave levou Parathethys a perder um terço do volume de água e 70% de superfície. O acúmulo de minerais que migraram de lagos marginais fez aumentar a toxidade do ambiente, matando boa parte da fauna.

O Mar Negro, onde Palcu esteve pessoalmente pesquisando, revela muitas característica do antigo lago. “Além de entender os fenômenos que impactaram a vida do Paratethys, o conhecimento da cronologia e dos impactos desses processos de instabilidades hidrográficas (dessecação do lago e recuperação) nos possibilita prever quando e como esses fenômenos poderiam voltar a acontecer em nossos mares e oceanos”, diz o pesquisador, que deixa um alerta em tempos de aquecimento global.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.