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TRF-4 afasta juiz que substituiu Moro na Lava-Jato por suspeita de furto de champanhe

Investigação contra juiz Eduardo Appio corre em sigilo; magistrado ficará fora das funções por tempo indeterminado

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 out 2025, 13h11 •
  • O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu afastar o juiz federal Eduardo Appio enquanto há apuração interna sobre uma acusação contra o magistrado de suposta participação em furto de garrafas de champanhe francesa em um supermercado de Blumenau, interior de Santa Catarina.

    Internamente, o procedimento administrativo tramita em sigilo. VEJA apurou que o juiz Appio ficará afastado por tempo indeterminado. O caso chegou ao TRF-4 neste mês depois de apuração prévia realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC). Sem citar nomes, o delegado do caso afirmou que confia em sua equipe investigativa.

    “Estávamos certos! O TRF-4 afastou o juiz federal que foi identificado pela PC-SC como suspeito de furto em Blumenau. Logo que foi identificado, comunicamos o Tribunal, face a prerrogativa de foro do investigado. Não vamos retroagir um milímetro, seja quem for o investigado”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel. Procurado para se manifestar sobre o caso, Appio não respondeu até o momento.

    Appio ficou conhecido nacionalmente quando assumiu a 13ª Vara Criminal de Curitiba, da Lava-Jato, em 2023, após o então titular Luiz Bonat ser promovido a uma vaga no TRF-4. Ele fez diversas críticas ao ex-juiz da mesma Vara Sergio Moro, hoje senador pelo Paraná, pela condução na Lava-Jato. Appio chegou a publicar um livro contra a operação de combate à corrupção mais famosa da história do país.

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    Este não é o primeiro afastamento de Appio. Poucos meses depois de chegar a Curitiba, o magistrado foi acusado de ligar para o filho de um desembargador, o advogado João Malucelli, ex-sócio de Sergio Moro e de Rosangela Moro em escritório de advocacia, e questionar sobre atividades de Malucelli. Apesar de negar o telefonema com tom ameaçador, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) optou por afastá-lo de suas funções da Lava-Jato. Ele não retornou desde então para a Vara de Curitiba.

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