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Toffoli indica peritos da PF para análise de materiais apreendidos em operação contra o Master

Entidade nacional de peritos criminais emitiu nota, nesta quinta, criticando envio direto do material apreendido à PGR

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 17h12 • Atualizado em 15 jan 2026, 21h51
  • O ministro Dias Toffoli, do STF, indicou uma lista de quatro peritos oficiais da Polícia Federal para analisarem os itens apreendidos nesta quarta-feira, 14, durante a operação que cumpriu 42 mandados de busca contra investigados por envolvimento no esquema de Daniel Vorcaro, no Banco Master.

    Inicialmente, Toffoli havia determinado que as provas colhidas deveriam ficar sob custódia exclusiva do STF. Depois, autorizou o envio dos documentos à PGR.

    Mais cedo, nesta quinta-feira, 15, a Associação Nacional de Peritos Criminais Federais (APCF) emitiu uma nota manifestando “preocupação” diante das duas decisões. No documento, os profissionais alertaram o ministro sobre um possível “risco de perda de provas”.

    “A APCF vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal. A postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar a perda de vestígios relevantes para a persecução penal, ou mesmo à perda de oportunidades técnicas, por vezes irrepetíveis, como a análise de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados, além de possibilitar eventuais modificações automáticas inerentes ao próprio funcionamento dos sistemas operacionais”, diz trecho do documento.

    Críticas à PF

    Na decisão em que autorizou as ordens de busca e de prisão temporária contra o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Dias Toffoli também cobrou explicações da Polícia Federal para o fato de a ação ter sido deflagrada dois dias depois do ordenado por ele.

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    Segundo Toffoli, a ação policial deveria ser executada na última segunda-feira, mas só ocorreu nesta quarta, o que, nas palavras do ministro, causou “espécie”.

    No despacho de oito páginas, além de autorizar a ação contra o cunhado de Vorcaro, Toffoli deixou claro sua contrariedade diante da postura da Polícia Federal, ao atrasar a operação.

    “Eventual frustração do cumprimento das medidas requeridas decorre de inércia exclusiva da POLÍCIA FEDERAL, inclusive diante de INOBSERVÂNCIA EXPRESSA E DELIBERADA DE DECISÃO POR MIM PROFERIDA NA DATA DE 12.01.2026, QUE DETERMINOU A DEFLAGRAÇÃO DA PRESENTE FASE NO PRAZO DE 24 HORAS (e-doc. nº 56, assinado às 14:52 horas e juntado aos autos às 15:15 horas), e que eventual prejuízo às demais medidas em decorrência do presente pedido são de inteira responsabilidade da autoridade policial”, diz Toffoli.

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