STJ nega liberdade para policiais acusados de envolvimento na morte de delator do PCC
Ministro manteve a prisão dos suspeitos no assassinato de Gritzbach e disse que não há ilegalidades na decisão da primeira instância

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na sexta-feira 4 a soltura e manteve a prisão dos quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do empresário Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, ex-colaborador e delator da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A decisão foi enunciada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, negando a liberdade de Adolfo Oliveira Chagas, Alef de Oliveira Moura, Erick Brian Galioni e Talles Rodrigues Ribeiro. A defesa argumentou que não há provas de que os acusados representem ameaça à ordem pública para manter a prisão desde o dia 16 de janeiro.
O magistrado entendeu, porém, que não existem ilegalidades na decisão de primeira instância que determinou as prisões e concordou que há indícios dos acusados integrarem uma organização criminosa.
Gritzbach foi assassinado a tiros no dia 8 de novembro do ano passado na área externa do Aeroporto de Guarulhos. O tiroteio também matou um motorista de aplicativo que trabalhava no local. O empresário era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para o PCC. Em 2024, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público para revelar nomes de pessoas associadas à facção e policiais envolvidos em corrupção.