STF em baixa e BC em alta: o que pensam os parlamentares sobre a resposta ao caso Master
Pesquisa do Ranking dos Políticos indica forte repúdio entre deputados e senadores à atuação do Supremo sobre o escândalo de corrupção
Mergulhado em controvérsias envolvendo a relação entre ministros e réus no caso Master, o Supremo Tribunal Federal tem sido mal avaliado nos corredores do Congresso Nacional. Um levantamento publicado pelo Ranking dos Políticos nesta terça-feira, 10, indica que a condução das investigações pela mais alta Corte do país é vista como majoritariamente negativa entre os deputados federais e senadores em exercício.
De acordo com a pesquisa, a atuação do STF sobre o bilionário escândalo de corrupção do Master é vista como “péssima” por 34,3% dos deputados e 33,3% dos senadores — na prática, um terço dos parlamentares é fortemente crítico à condução do caso pela Corte. Outros 18,5% na Câmara e 30% no Senado avaliam o trabalho do Supremo como “ruim”, enquanto as percepções positivas (“boa” ou “excelente”) oscilam entre 16,7% e 23,2% nas duas Casas do Legislativo Federal.
Em contrapartida, o trabalho do Banco Central — que detectou as irregularidades nas transações do Banco Master e conduz a liquidação dos títulos da instituição — é visto pelos parlamentares, em sua maioria, como positivo. A soma das avaliações favoráveis chega a 40,3% na Câmara e 50% no Senado, enquanto as críticas ficam em 31,5% dos deputados e 13,3% dos senadores.
Para o Ranking dos Políticos, a diferença entre a “popularidade” do STF e do Banco Central está ligada à natureza distinta do papel de cada instituição. “Parte relevante do Parlamento percebe o STF como fator de insegurança jurídica e interferência excessiva, sobretudo em casos com repercussão econômica e financeira sensível. A diferença fortalece a narrativa de defesa da autonomia técnica, previsibilidade regulatória e separação clara entre decisões econômicas e disputas político-judiciais”, diz o relatório publicado.
O Ranking dos Políticos ouviu 108 deputados federais de dezoito partidos e 30 senadores de doze partidos, conforme os critérios de proporcionalidade partidária no Congresso, entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro. O índice de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é estimada em 6,5 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos.





