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Sem a presença do governo, oposição convoca chanceler Mauro Vieira para falar de ataques do Irã

Parlamentares querem questionar ministro sobre a postura do governo de não criticar bombardeios contra Israel e aliados

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 16h39 •
  • A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, aprovou a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a postura adotada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Itamaraty diante da ação militar realizada pela República Islâmica do Irã contra outras nações do Oriente Médio. A aprovação foi unânime e nenhum integrante da base governista esteve na reunião desta terça-feira, 3. De acordo com sistema do Poder Legislativo, integrantes do PSDB, PL, União Brasil, PP e Republicanos votaram favoravelmente pela convocação do chanceler.

    De acordo com requerimento do deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), “os ataques atribuídos à República Islâmica do Irã contra países da região do Golfo — entre eles o Estado do Kuwait, o Reino do Bahrein, o Reino da Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Estado do Catar e o Reino Hachemita da Jordânia — representam episódios de elevada gravidade no cenário internacional contemporâneo”, disse em trecho do documento. Ele questiona, na sequência, o motivo para o Brasil não repudiar os ataques militares do Irã, enquanto o governo Lula se manifesta contrário aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o território pérsia.

    “Essa assimetria de posicionamento suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”, registrou o parlamentar. “Diante da gravidade dos fatos, de suas repercussões regionais e globais e da necessidade de assegurar transparência e coerência na política externa brasileira, o comparecimento do Ministro perante a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional revela-se medida legítima, necessária e compatível com o pleno exercício das prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo.”

    A data em que Vieira irá prestar esclarecimentos aos deputados na comissão ainda será divulgada. O ministro é obrigado a comparecer, conforme o artigo 50, da Constituição Federal. Caso não compareça sem justificativa adequada, ele pode responder por crime de responsabilidade. 

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