Relator da CPMI do INSS pede quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha
Pedido será analisado e votado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou nesta semana requerimento de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido será analisado e votado pelos membros da comissão nas próximas semanas.
No final do ano passado, membros da CPMI apresentaram requerimento de convocação do filho do presidente para depor à comissão, mas a solicitação foi rejeitada por 19 votos a 12. Agora, a quebra de sigilos servem para saber se, de fato, Lulinha seria o destinatário final de 300 mil reais oriundos de um suposto repasse de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, para uma amiga do filho do presidente. Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF), há citação de que o investigado teria dito a um funcionário para pagar o valor a Roberta Luchsinger. Posteriormente, esse dinheiro seria repassado ao “filho do rapaz”.
Para o relator, a referência seria a Lulinha. Caso o requerimento de 29 de janeiro seja aprovado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deverá elaborar relatórios que englobem os dados fiscais do filho de Lula entre janeiro de 2022 e 31 de janeiro de 2026.
Em seu pedido, o deputado Gaspar afirmou que sob a ótica política e investigativa, “a medida justifica-se pela suspeita de que Fabio Luis tenha atuado como ‘sócio oculto’ de Antônio Camilo em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos supostamente
desviados do INSS. Provas materiais corroboram o vínculo estreito: foram identificadas passagens aéreas emitidas sob o mesmo localizador para Fabio Luis e Roberta, reforçando a atuação conjunta”, cita o parlamentar no documento.
O parlamentar cita ainda documentos da PF sobre viagem do Aeroporto de Guarulhos (São Paulo) para Lisboa, em Portugal, feita por Lulinha e o careca do INSS no dia 8 de novembro de 2024. Trechos do relatório da PF referente à fase mais recente da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro do ano passado, sugerem que a empresária Roberta Luchsinger não tem conexão com o esquema que desviou 4 bilhões de reais das aposentadorias dos idosos. No documento, a PF informou ter apreendido alguns bens pessoais da empresária no dia em que realizou a ação na casa dela, em São Paulo, e, com base na análise feita, verificou que o material não interessava para a investigação.





