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Relatório da PF sugere que amiga de Lulinha não tem conexão com as fraudes do INSS

Agentes analisaram material apreendido na casa de Roberta Luchsinger e não encontraram indícios de conexão dela com as investigações

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jan 2026, 16h17 •
  • Trechos do relatório da Polícia Federal (PF) referente à fase mais recente da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro do ano passado, sugerem que a empresária Roberta Luchsinger não tem conexão com o esquema que desviou 4 bilhões de reais das aposentadorias dos idosos. No documento, a PF informou ter apreendido alguns bens pessoais da empresária no dia em que realizou a ação na casa dela, em São Paulo, e, com base na análise feita, verificou que o material não interessava para a investigação.

    No texto, os policiais argumentam que os bens encontrados  eram compatíveis com alguém com um padrão alto de vida e não constataram – pelo menos à princípio – nenhum indício de relações dela com as fraudes. A empresária é herdeira do ex-banqueiro suíço Peter Luchsinger.

    Em outro trecho do relatório, a PF dá detalhes sobre o dia da operação na casa da empresária. Relata que toda a ação foi acompanhada por um advogado de Roberta, que tinha as chaves para abrir as salas que estavam fechadas na ocasião.

    A polícia também destacou que Roberta colaborou com as buscas, mesmo sem estar no endereço naquele dia. O documento menciona que os policiais precisaram telefonar para a empresária para pedir as senhas dos cofres da casa. O texto aponta que os agentes foram atendidos prontamente pela herdeira do banqueiro.

    A PF só ficou com o passaporte da empresária, que está impedida pela Justiça de deixar a cidade de São Paulo. Ela entrou na mira das investigações por ter mantido relações com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e apontado como o principal operador das fraudes nas aposentadorias.

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    Além disso, Roberta é próxima à família do presidente Lula. A empresária é amiga de Fábio Luís, o Lulinha, que também é alvo das investigações. O filho do presidente foi citado em um depoimento feito pelo executivo Edson Claro, um antigo sócio do “Careca do INSS”, no qual disse que Lulinha recebia uma mesada de cerca de 300.000 reais do lobista.

    Os laços comerciais da empresária com Antunes começaram a vir à tona no ano passado, quando se descobriu que ela fez uma visita ao Ministério da Saúde ao lado do lobista para tratar sobre a produção de medicamentos à base de cannabis.

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