Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Protesto pela Amazônia reúne Caetano, Sônia Braga e Maitê Proença

Manifestantes caminharam pela orla de Ipanema, no Rio, com faixas e cartazes de apoio à preservação da floresta e com críticas ao governo Bolsonaro

Por Da Redação - 25 ago 2019, 23h58

Com o músico Caetano Veloso e a atriz Sônia Braga à frente, manifestantes fizeram uma caminhada em defesa da Amazônia neste domingo, 25, na Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O grupo percorreu a pista da Avenida Vieira Souto junto à orla, em direção ao Jardim de Alah.

Os manifestantes cantaram clássicos da música popular brasileira e ergueram cartazes com dizeres como “Não queimem o nosso futuro”,”A Amazônia não aguenta mais” e “Fora, Salles”, em referência ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Além de Caetano e Sônia Braga, a “comissão de frente” da marcha foi formada pela atriz Maitê Proença, pelo ator Antonio Pitanga, o rapper Criolo, o jornalista do The Intercept Brasil Glenn Greenwald e os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ) e David Miranda (PSOL-RJ), companheiro de Glenn.

Também estavam presentes os atores Patrícia Pillar, Luisa Arraes, Maria Padilha, Mateus Solano, Patrycia Travassos, Caio Blat, Gregório Duvivier, Alinne Moraes, Paula Burlamaqui e Nanda Costa, entre outros. Os organizadores estimaram a presença de 15 mil pessoas no protesto.

Publicidade

“Estou aqui porque estamos defendendo a causa do meio ambiente contra as decisões e as coisas que são ditas pelo poder incumbente do Brasil agora. Nesse momento, com as queimadas na Amazônia e a repercussão mundial, a gente vê o caso muito explicitado e está se articulando. É importante (a repercussão internacional) para que os dirigentes tomem consciência”, disse Caetano.

Molon disse que propôs ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em conjunto com outros dois deputados, a instalação de uma comissão no Dia da Amazônia (5 de setembro). A comissão funcionaria como uma espécie de audiência pública para discutir questões ligadas à preservação da floresta. Ele também iniciou a coleta de assinaturas para a instauração de uma CPI da Amazônia. “O governo Bolsonaro tem uma visão atrasada sobre o papel do meio ambiente em relação ao desenvolvimento econômico. Para ele ou se tem desenvolvimento ou se tem meio ambiente”, criticou.

O ato foi organizado pelo #342 Amazônia, um aplicativo lançado este ano em uma parceria entre o Greenpeace, o coletivo Mídia Ninja e o movimento 342, criado pela empresária Paula Lavigne para defender pautas progressistas no Congresso. A primeira mobilização foi contra um decreto do ex-presidente Michel Temer permitindo a mineração em parte da Amazônia.

Publicidade

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Publicidade