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Prostituição infantil: preso o ‘rei das novinhas’ no Rio

Anderson Bezerra, de 30 anos, é acusado de aliciar crianças e adolescentes

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira o homem conhecido como ‘Rei das Novinhas’, acusado de explorar sexualmente crianças e adolescentes. Anderson Fernandes Bezerra, de 30 anos, foi alvo de uma investigação da Delegacia de Criança e Adolescente Vítimas (DCAV) na Vila Mimosa, área da Zona Norte da capital que reúne inúmeras casas de prostituição.

Anderson Fernandes Bezerra, conhecido como Rei das Novinhas, foi preso acusado de aliciar e explorar crianças e adolescentes, que faziam programas por 50 reais Anderson Fernandes Bezerra, conhecido como Rei das Novinhas, foi preso acusado de aliciar e explorar crianças e adolescentes, que faziam programas por 50 reais

Anderson Fernandes Bezerra, conhecido como Rei das Novinhas, foi preso acusado de aliciar e explorar crianças e adolescentes, que faziam programas por 50 reais (/)

Segundo as investigações, os clientes pagavam 50 reais por programa, mais 12 reais pelo aluguel do quarto no estabelecimento chamado 60 Night Club – do qual Bezerra é proprietário. Os antecedentes mostram que ele é suspeito também de provocar aborto em uma menina de 16 anos, corrupção de menores, receptação de veículo roubado e adulteração de sinal identificador de veículos.

O ‘Rei das Novinhas’ aparece em fotos recolhidas pela polícia ostentando joias e em passeios de luxo em lanchas. “O explorador utilizava (as joias) para ostentar riqueza e atrair as jovens para que fossem prostituídas, fazendo com que acreditassem que ganhariam dinheiro e teriam vida fácil”, detalhou a corporação, em nota. Na ação, foi apreendido um veículo que estava com o acusado.

Além dele, foram presos a gerente da casa de prostituição, Gabriela Noêmia Avanza França, de 22 anos, e Patrick Michel de Souza Telles, de 21, que fazia sexo com uma adolescente de 17 anos. Ainda foram apreendidas duas menores de idade, uma delas analfabeta. De acordo o delegado Marcelo Maia, elas disseram aos policiais que trabalhavam no local para sobreviver.