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PMDB vai poupar Yeda para se proteger

Por Da Redação
15 Maio 2009, 11h12

O PMDB do Rio Grande do Sul tem motivos próprios para não querer a criação da CPI que a oposição está tentando viabilizar a fim de apurar supostas irregularidades atribuídas à campanha eleitoral da governadora Yeda Crusius (PSDB) em 2006. Com cargos na administração estadual, o partido entende que deve garantir a governabilidade para Yeda pelo menos enquanto não aparecerem provas que justifiquem a investigação parlamentar.

O partido também trata de se proteger, porque o requerimento inclui a busca de informações da Operação Solidária, da Polícia Federal, que tem entre os investigados seus deputados estaduais Marco Alba e Alceu Moreira e seu deputado federal Eliseu Padilha. Conforme revelou reportagem publicada na edição desta semana de VEJA, gravações e um depoimento da empresária Magda Koenigkan indicam que houve uso de caixa dois na campanha de Yeda. Ela nega.

2010 – Além da proteção aos interesses próprios, o PMDB gaúcho tem outro motivo para não apoiar a CPI. A abertura da comissão daria aos adversários do PT, que vão enfrentar em 2010, um palanque antecipado. Os peemedebistas gaúchos refutam a tese de que estariam blindando Yeda por acordo com o PSDB nacional de olho em 2010.

A hipótese começou a ser ventilada em Brasília nesta semana, depois de tucanos admitirem que avaliam alternativas para o naufrágio da reeleição de Yeda. Como o PMDB busca acordos por Estados, o apoio à CPI poderia sacrificar sua participação na disputa gaúcha, em troca do palanque que ofereceria para os governadores tucanos José Serra ou Aécio Neves. Só que o partido já está dividido.

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O senador Pedro Simon, líder estadual do PMDB, alavanca um movimento por candidato próprio à Presidência e não admite tratar de alianças. “Falar disso agora é piada grosseira”, afirmou. O deputado federal Eliseu Padilha, por sua vez, já fez campanhas ao lado de tucanos e tende a estar ao lado deles em 2010. Mas seu colega, Mendes Ribeiro Filho, tem posição favorável a Dilma Rousseff. No PSDB, uma aliança vinculada à CPI e a 2010 também é refutada.

(Com Agência Estado)

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