Oferta hexa: Assine por apenas 5,99

Os ingressos do show de Jaques Wagner, o Master e o PCC

O nome de João Carlos Mansur aparece em quatro escândalos investigados pela Polícia Federal

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jun 2026, 16h41
Os ingressos do show de Jaques Wagner, o Master e o PCC Priorizar nos meus resultados Google

Na decisão que autorizou a busca da Polícia Federal na residência do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça fez referência a um personagem que já apareceu em outras investigações policiais — o operador do mercado financeiro João Carlos Mansur.

Na investigação sobre o líder petista, Mansur é apontado como o responsável por adquirir ingressos no valor de 63 mil reais para um show da cantora Taylor Swift para Jaques Wagner e familiares. O pedido do senador foi feito a Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que repassou ao operador.

“A aquisição dos bilhetes, que também foi objeto de diálogo envolvendo João Carlos Mansur, teria sido realizada pela empresa Reag Investimentos”, anotou o ministro André Mendonça em sua decisão.

Mansur é investigado na Operação Compliance Zero, que apura as fraudes do Master, por suspeita de captação de recursos, aplicação em fundos e ocultação de patrimônio pessoal para Vorcaro e familiares.

O operador se afastou da presidência do Conselho de Administração da Reag, em setembro passado, depois de a  instituição ter sido citada numa operação contra o Primeiro Comando da Capital, o PCC, em São Paulo.

Continua após a publicidade

A investigação apontou irregularidades em operações de distribuição de petróleo, um esquema que envolvia lavagem de dinheiro de fundos de investimento e fintechs.

A suspeita é que a Reag teria sido usada par criar  fundos de investimentos que eram destinados à aquisição de empresas e à blindagem do patrimônio de criminosos do PCC.

Mansur também é investigado pelo seu relacionamento com os empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.

Continua após a publicidade

Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag por  graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

Uma reportagem de VEJA desta semana revela que a Reag também aparece num rumoroso caso de corrupção na Bahia que envolve o desvio de 48 milhões de reais, que deveriam ter sido usados para a compra de respiradores durante a pandemia da Covid-19.

Procurado, Mansur, por intermédio de sua assessoria, disse que ele não tem nada a declarar.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner com fundo escuro e pontos de luz dourados. À esquerda, um ícone de árvore estilizada e a palavra Abril em dourado. Ao centro, o número 76 em dourado, com efeito tridimensional. À direita, o texto ANOS FAZENDO HISTÓRIA. HOJE, VOCÊ FAZ PARTE DELA. em douradoBanner da Abril comemorando 76 anos. O número 76 dourado e grande à esquerda, com o logo da Abril e a frase ANOS FAZENDO HISTÓRIA. HOJE, VOCÊ FAZ PARTE DELA. À direita, Assine com preço especial de aniversário e um botão dourado ASSINE AGORA, sobreposto a várias capas de revistas como Veja e Superinteressante
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo Premium

Domine o fato. Confie na fonte.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).