Oferta Mês dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

O sinal decisivo de Bolsonaro para Guedes

Ministro da Economia considera que congelamento do reajuste dos salários dos servidores públicos é fundamental para a continuidade do seu trabalho

Por Thiago Bronzatto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 Maio 2020, 19h48 | Atualizado em 5 jun 2026, 11h00
O sinal decisivo de Bolsonaro para Guedes Priorizar nos meus resultados Google

O presidente Jair Bolsonaro sempre relutou em mexer num tema que considera um vespeiro eleitoral: o salário de funcionários públicos. Por trás dessa discussão, segundo ele, há um cálculo político: 40 milhões de famílias afetadas, 40 milhões de votos a menos. Essa lógica de quem está de olho em uma reeleição contraria a cartilha liberal do ministro Paulo Guedes. Por isso, a decisão do Palácio do Planalto de vetar ou manter a possibilidade de reajustar a remuneração dos servidores pelos próximos dois anos, prevista no pacote de socorro aos estados e municípios, é considerada crucial para a equipe econômica.

Em uma conversa recente com seus secretários, Guedes disse: “Se o presidente não vetar será um sinal muito importante”. O ministro relembrou que quando topou participar da campanha de Bolsonaro em 2018, ele estabeleceu algumas hipóteses de trabalho. Dentre elas, estavam dois pontos essenciais: o apoio irrestrito do presidente à agenda econômica liberal e a disposição do Congresso em aprovar reformas estruturantes. Sem isso, seria inviável implementar um plano de retomada do crescimento do país.

Na semana passada, a Câmara aprovou a flexibilização do congelamento da remuneração de servidores públicos, um tema costurado entre o ministro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Durante a votação, o deputado Major Victor Hugo (PSL-GO) ligou para o presidente e explicou que o governo sofreria uma derrota se não votasse contra Guedes. Para evitar um desgaste político, Bolsonaro orientou o parlamentar a seguir adiante. Essa movimentação foi vista como uma facada no chefe da equipe econômica.

Com isso, uma das hipóteses de trabalho de Guedes — a disposição do Congresso em apoiar as pautas econômicas do governo — ficou abalada. Agora resta outro pilar considerado fundamental para o ministro: o apoio do presidente. É nisso que o chefe da equipe econômica aposta todas as suas fichas nesta semana.

Continua após a publicidade

No domingo 10, Bolsonaro sinalizou que está afinado com o seu Posto Ipiranga: “Como o Paulo Guedes me disse, a questão dos ajustes na economia, amanhã a gente sanciona o projeto com veto e está resolvido. E tem tudo para dar certo, apesar dos fechamentos por aí”.

Continua após a publicidade

A decisão do presidente, que já se mostrou resistente à reforma administrativa, definirá se o homem que decide a economia no Brasil é de fato Paulo Guedes.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo bege claro com textura sutil, uma linha escura vertical no canto esquerdo e um ícone de árvore azul escuro no canto superior direitoFundo bege claro com textura sutil, apresentando um logotipo de árvore azul escuro no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).