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‘O dano é irreparável’, diz diretor do Museu Nacional

Incêndio de grandes proporções destruiu o museu, que foi inaugurado em 1818 e completou 200 anos em junho

O diretor de Preservação do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, João Carlos Nara, afirmou que o incêndio causa um “dano irreparável” ao acervo e às pesquisa nacionais. Ele acompanha de perto o trabalho dos bombeiros no local e disse que “pouco restará”, após o controle das chamas.

Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite deste domingo, 2, o prédio que abriga o museu. No início da madrugada desta segunda-feira, os bombeiros ainda trabalhavam para controlar os focos de fogo.

“Infelizmente, a reserva técnica, que esperávamos que seria preservada, também foi atingida. Teremos de esperar o fim do trabalho dos bombeiros para verificar realmente a dimensão de tudo”, afirmou o arquiteto e historiador.

De acordo com João Carlos Nara, a equipe de administração do Museu Nacional aguardava o fim do período eleitoral para iniciar as obras de preservação da infraestrutura do prédio.

“É tudo muito antigo. O sistema de água e o material, tudo tem muitos anos. Havia uma trinca nas laterais. Isso é ameaça constante”, disse o diretor.

Inconformado com o incêndio, Nara lamentou que os investimentos sejam destinados a outras causas no país. “Gastam milhões em outros projetos”, reagiu.

Investimentos

Em junho, o  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou contrato de financiamento no valor de 21,7 milhões de reais  para apoio à restauração e requalificação do Museu Nacional. Os recursos compõem a terceira fase do Plano de Investimento para a revitalização do Museu Nacional, num total de 28,5 milhões de reais.

O objetivo é aplicar os recursos na recuperação física do prédio histórico; a restauração de acervos — de modo a garantir mais segurança às coleções e otimizar o trabalho dos pesquisadores —; a recuperação de espaços expositivos — estimulando maior atração de público e promoção de políticas educacionais vinculadas a seus acervos —; a revitalização do entorno do museu; e o fortalecimento da instituição gestora.

História

O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil. É um dos museus de ciência de referência no mundo. Foi fundado em 1818.

Inicialmente instalado no Campo de Santana, o museu foi posteriormente transferido para o Palácio de São Cristóvão, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e situado na Quinta da Boa Vista, um dos mais importantes parques urbanos do Rio. Antes de abrigar o Museu Nacional, o Palácio de São Cristóvão foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira.

Comentários

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  1. Social Democrata

    O descaso de nossos políticos, dos governos estaduais e municipais do Rio, a corrupção, não permitiram que investimentos fossem feitos para a melhoria do local, como segurança contra incêndio por exemplo. Estava muito abandonado, com goteiras, infiltrações…quando estive ai pela última vez, vi de perto muito descaso.

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