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MP pede imediata interdição do CT do Flamengo e bloqueio de R$ 57,5 mi

Órgão argumenta que a interdição deve durar até que suas instalações estejam completamente seguras e regularizadas junto ao Corpo de Bombeiros

Por Estadão Conteúdo 21 fev 2019, 01h08

O Ministério Público do Rio de Janeiro protocolou nesta quarta-feira pedido de urgência para que o Juizado Adjunto do Torcedor e dos Grandes Eventos interdite imediatamente o Centro de Treinamento do Flamengo, conhecido como Ninho do Urubu, na zona oeste da cidade, e bloqueie 57,5 milhões de reais das contas do clube.

No local, morreram 10 jogadores de base do clube no último dia 8, devido a um incêndio no alojamento dos atletas que foi instalado dentro de contêineres e não tinha alvará para funcionar. “A omissão do clube, aliada ao grave acidente ocorrido, demonstra um desrespeito reiterado às determinações de interdição das referidas instalações”, diz a petição.

O MP-RJ argumenta que a interdição deve durar até que suas instalações estejam completamente seguras e regularizadas junto ao Corpo de Bombeiros e ao Município do Rio de Janeiro, com a emissão de Certificado de Corpo de Bombeiros, Alvará de Funcionamento e Habite-se.

“Em caso de descumprimento, o MP-RJ e a Defensoria Pública do Rio (DPGE) pedem que seja estabelecida multa única de 10 milhões de reais para o clube e multa diária pessoal para seu presidente no valor de 1 milhão de reais”, informa. De acordo com o Ministério Público, o bloqueio judicial no valor de 57,5 milhões de reais tem como finalidade possibilitar o ressarcimento das indenizações.

Nesta quarta-feira, o jogador Jhonata Ventura, sobrevivente do incêndio apresentou evolução no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Pedro II, no Rio de Janeiro. De acordo com boletim médico, o garoto de 15 anos tem “quadro de saúde estável”, mas ainda sem previsão de alta.

Ele permanece respirando sem ajuda de aparelhos, mantém o tratamento com antibiótico e se alimenta por via oral. Na avaliação dos médicos, as lesões “têm boa resposta evolutiva ao tratamento instituído”. O jogador continua fazendo fisioterapia motora e respiratória. Na segunda, ele começou a andar pelo quarto nas sessões de fisioterapia.

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