Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Mesmo com sinal verde de Doria, prefeitos de SP hesitam em reabrir lojas

Cidades do interior e a capital receberam aval para retomar algumas atividades, mas têm adotado medidas cautelosas

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 1 jun 2020, 17h14 - Publicado em 1 jun 2020, 16h06

Prefeitos de cidades no interior de São Paulo e da capital têm recorrido a medidas cautelosas para determinar a volta do comércio após sinal verde do governador João Doria (PSDB), que abriu caminho para a retomada de alguns setores da economia em 583 dos 645 municípios do estado.

Nesta segunda-feira, 1º, a capital, por exemplo, ainda não liberou o funcionamento de comércio de rua e shopping centers, que devem apresentar protocolos de segurança sanitária à administração do prefeito Bruno Covas (PSDB) para obter a permissão, segundo decreto publicado no sábado 30. Os documentos vão começar a ser analisados pela prefeitura a partir desta segunda-feira, mas não há clareza sobre se as autorizações vão permitir a reabertura dos endereços antes do dia 15, quando se encerra o novo período de quarentena na cidade decretado por Covas neste sábado.

Em Campinas, outra região classificada com a cor laranja no plano do governo estadual, que permite a reabertura de lojas de rua, shopping centers, escritórios, concessionárias de veículos e imobiliárias, o prefeito Jonas Donizette (PSB) adiou por uma semana a reabertura do comércio na cidade, prevista para iniciar nesta segunda-feira. “Estamos tendo uma demanda regional [de leitos de UTI] muito forte. Recorremos ao estado para reforçar o atendimento na nossa região”, disse.

ASSINE VEJA

As consequências da imagem manchada do Brasil no exterior O isolamento do país aos olhos do mundo, o chefe do serviço paralelo de informação de Bolsonaro e mais. Leia nesta edição
Clique e Assine

Em Ribeirão Preto, a retomada também foi alterada para incluir regras mais rígidas. O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) reduziu de 35% para 20% a capacidade máxima permitida de atendimento nos estabelecimentos comerciais. “Não é a liberação da quarentena”, disse. “Tendo em vista que ainda não há vacina e nem remédio para a doença, [estamos organizando] para o mínimo de convívio e de retomada de algumas atividades, principalmente para a geração de empregos”, completou.

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), determinou a distribuição de senhas para controlar a entrada de clientes nas lojas. “Nenhuma prefeitura tem a capacidade de colocar fiscais dentro de cada loja”, disse.

Na cidade de Taubaté, o comércio foi retomado nesta segunda, mas as lojas vão ficar fechadas aos sábados, domingos e feriados, segundo decreto do prefeito Bernardo Ortiz Júnior (PSDB). Nos shopping centers, o serviço de valet irá permanecer fechado e as vagas de estacionamento foram reduzidas. Em Piracicaba, os shopping centers vão funcionar com até 20% da capacidade determinada pelo Corpo de Bombeiros.

O comércio foi reaberto sem maiores restrições nas regiões de Sorocaba e São José do Rio Preto.

  • Na quarta-feira 27, o comitê de contingência do coronavírus criado pelo governo estadual dividiu o estado em cores para determinar a flexibilização do isolamento social seguindo parâmetros como o número de casos e a capacidade de leitos de UTI em cada região. De acordo com a nova classificação, a cidade de São Paulo ganhou a cor laranja, que permite a reabertura de comércios, shopping centers, concessionárias de veículos, imobiliárias e escritórios. Bares, restaurantes e academias só poderão voltar a funcionar na próxima fase. Escolas, creches e universidades serão os últimos segmentos a serem liberados.

    Um dos estados mais afetados pelo coronavírus no país, São Paulo registrou até o último domingo 109.000 casos confirmados e 7.615 mortes. Entre sábado e domingo, foram confirmados cerca de 2.000 casos e a tendência é de aumento da curva de novos infectados.

    Continua após a publicidade
    Publicidade