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Médica acusada de acelerar morte de pacientes é absolvida

Ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virgínia Souza foi denunciada pela promotoria de homicídio e formação de quadrilha

Por Da redação 21 abr 2017, 13h25 | Atualizado em 4 jul 2026, 13h18
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O Tribunal de Justiça do Paraná inocentou na noite desta quinta-feira a médica Virgínia Soares de Souza acusada de acelerar a morte de sete pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba. A decisão foi tomada pelo juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Júri de Curitiba. Ele considerou que não havia provas suficientes para levá-la a júri. Além de Virgínia, também foram absolvidos mais sete profissionais que trabalham com a médica.

O caso ganhou repercussão em fevereiro de 2013, quando Virgínia foi presa pela Polícia Civil. Posteriormente, o Ministério Público estadual a denunciou por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha. Segundo o MP, ela usava um coquetel de medicamentos, o chamado “kit morte”, para induzir pacientes ao óbito. O objetivo seria liberar leitos na UTI para a chegada de novos pacientes. A investigação foi baseada na oitiva de testemunhas, interceptações telefônicas e análise de prontuários médicos.

O advogado Elias Mattar Assad celebrou a decisão, afirmando que sua cliente foi “injustamente presa” e “linchada moralmente”. “Não ficou provado quem matou, quando e como aconteceu. Eles [os pacientes] morreram dos efeitos deletérios da sua própria doença. Morrer não é crime. Matar é. Não ficou provado nenhum ato humano que induzisse a morte de alguém. A dor da perda não dá o direito a ninguém de acusar inocentes. Hoje, houve um resgate de uma verdade”, disse o advogado, em coletiva de imprensa transmitida pelo Facebook nesta sexta-feira.

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O advogado disse que pretende processar o Estado pelas acusações que a levaram perder o emprego e lembrou que a sua cliente ganhou uma ação de indenização de cerca de 4 milhões de reais movida contra o Hospital Evangélico.

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