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Marido de grávida morta após tirar selfie quer indenização

Advogado afirma que a última opção será entrar com uma ação na Justiça contra condomínio

Por Giovanna Romano - 18 dez 2019, 12h50

O marido de Flávia de Souza, de 33 anos, quer propor um acordo para o condomínio após o deck do local ceder, causando a morte de sua esposa, que estava grávida. O advogado do caso, Eduardo Duarte, informou a VEJA que uma ação judicial será “a última opção”. “Essa não foi a intenção manifestada por Marcelo Martins”, disse.

No último sábado, 14, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, um casal foi passar o fim de semana em um apartamento. Ao descerem em um deck que dava vista para a praia para tirar uma selfie, a estrutura rompeu e os dois caíram. O casal foi socorrido e encaminhado ao pronto-socorro da cidade, mas Flávia não resistiu aos ferimentos. Marcelo recebeu alta no último domingo, 15.

A Polícia Civil informou que as circunstâncias estão sendo apuradas. O caso foi registrado como morte suspeita — e um inquérito foi instaurado para apurar homicídio culposo por omissão.

O advogado afirmou que irá se reunir com a família e com os advogados do condomínio para “deliberar acerca das possibilidades de indenização”. Marcelo declarou ao escritório de advocacia que tem urgência na indenização para o tratamento ortodôntico.

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Duarte disse que Marcelo está muito abalado com o ocorrido. Ele ressaltou que, no momento da selfie, os dois não sentaram ou se apoiaram em nenhum momento no deck. “Encostaram, apenas”.

Reportagem de VEJA mostrou que, em busca da imagem perfeita, é comum pessoas morrerem à beira de cachoeiras e precipícios. Algumas pessoas ficaram na “zona da morte” do Everest, no Nepal, à espera da chance de alcançar o topo da montanha mais alta do planeta e dar aquele clique. Onze pessoas morreram após este episódio.

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