Juiz de Fora entra em estado de calamidade pública após fortes chuvas deixarem 14 mortos
Prefeita Margarida Salomão (PT) afirmou já se trata do fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com mais de 584 mm de chuva acumulados
Ao menos 14 pessoas morreram e outras 440 ficaram desabrigadas até a madrugada desta terça-feira, 24, após fortes chuvas atingirem Juiz de Fora, em Minas Gerais. A prefeita Margarida Salomão (PT) declarou estado de calamidade publica. Em vídeo publicado no Instagram, ela informou que já se trata do fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com mais de 584 mm de chuva acumulados. Salomão também afirmou que, até o momento, foram registrados 20 soterramentos e que Juiz de Fora enfrenta uma “gravíssima situação”.
“Estamos com o Corpo de Bombeiros, com a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, inclusive com recursos e apoio de empresas particulares, buscando salvar a vida de todo mundo que está nessa aflição duríssima”, disse a prefeita. “Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade.”
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O decreto vigorará por 180 dias e permitirá que os governos federal e estadual enviem recursos. As mortes estão espalhadas pela cidade, com maior número de vítimas nos bairros JK e Santa Rita. Os dados, segundo a prefeitura, serão atualizados às 11h desta terça. As aulas foram suspensas, ao passo que os moradores foram orientados a se deslocarem “o mínimo possível para evitar riscos desnecessários”. Em nota, a prefeitura também advertiu que “há dificuldades reais com o trânsito na cidade em função de alagamentos e deslizamentos de terra”.
No X, antigo Twitter, a prefeitura anunciou que um novo abrigo na Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos, em Monte Castelo, foi disponibilizado, acrescentando: “A Escola Municipal Murilo Mendes (Alto Grajaú) e a Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe (Paineiras) também seguem como abrigo para acolhimento de famílias desabrigadas”.





