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Governo do Ceará volta atrás e nega morte entre vítimas de desabamento

Governador Camilo Santana (PT) confirmou apenas o registro de desaparecidos e de resgatados que foram encaminhados a hospitais

Por Da Redação - Atualizado em 15 out 2019, 19h47 - Publicado em 15 out 2019, 19h46

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), divergiu do Corpo de Bombeiros do estado e negou a confirmação de uma morte em decorrência do desabamento do prédio residencial de sete andares em Fortaleza na manhã desta terça-feira, 15. Em visita ao local do acidente, o governador disse que não há registro de vítimas fatais, após a corporação ter confirmado o resgate de um corpo.

De acordo com o governador, há nove pessoas desaparecidas sob os escombros e outras nove vítimas que foram socorridas e levadas a hospitais próximos. Mais cedo, Santana afirmou pelas redes sociais que cancelou toda a agenda desta terça-feira e está “retornando imediatamente para Fortaleza para acompanhar a operação de resgate”. “Determinei o uso de toda a força operacional dos Bombeiros, Samu, Polícia Militar, Defesa Civil e todos os órgãos estaduais que possam auxiliar no socorro às vítimas”, afirmou.

O resgate conta com o apoio de cães farejadores e drones. Os bombeiros trabalham com cautela porque há risco de um novo colapso na estrutura do edifício. As equipes de resgate e as famílias se comunicam com algumas pessoas nos escombros por telefones celulares. Segundo a prefeitura da cidade, há equipes de psicólogos e assistentes sociais para apoio dos que aguardam notícias.

A dona de um estabelecimento comercial que funciona a cerca de 100 metros do edifício afirmou que ouviu um barulho muito grande, “tipo uma explosão”. “Eu saí correndo quando vi a nuvem de poeira chegando até aqui, na loja. Saí na calçada e não vi quase nada, só algumas pessoas correndo em meio à nuvem de poeira”, afirmou a comerciante.

“Achamos que se tratava de uma batida de carro. Só que o barulho foi aumentando e aí veio a nuvem de poeira. Fechamos as portas e ficamos dentro da loja porque demoramos a entender o que tinha acontecido. Não dava para ver nada, só alguns destroços espalhados pela rua. Quando saímos na calçada, já tinha muita gente chorando. Um desespero”, relatou o recepcionista de uma Pet Shop que funciona na calçada do edifício.

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