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Governador de SC já fala em ajuda federal para conter ataques

Raimundo Colombo diz que ainda investiga os motivos da provocação das quadrilhas

Por Marcela Mattos 15 nov 2012, 19h12

Diante da onda de criminalidade que assola o estado nesta semana, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), afirmou na tarde desta quinta-feira que pedirá socorro ao governo federal se os ataques persistirem nos próximos dias. “Se os ataques continuarem, vamos recorrer ao apoio federal”, disse o governador ao site de VEJA.

Colombo afirmou ter conhecimento da relação entre a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), mas disse que não é possível estabelecer vínculo direto entre os ataques que ocorrem em seu estado com os casos ocorridos em solo paulista.

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O secretário de Segurança Pública, César Grubba, disse que o estado vive uma situação inédita. Como evitar os ataques? Sim, é inédito. Mas nós temos uma polícia eficiente e bem equipada. Além disso, avançamos em tecnologia e nosso serviço de inteligência está atuando muito bem.

Por que o estado não aceitou a ajuda do Ministério da Justiça? Além de termos eficiência, nós estamos integrados, ouvindo as unidades da Polícia Federal, do Exército e sempre em contato com o Ministério da Justiça. Hoje mesmo falei com a ministra interina [Márcia Pelegrini]. Estamos trabalhando juntos, somando forças. Estamos conseguindo ser bem eficientes, prender imediatamente. Nós estamos fazendo todas as ações que estão sendo demandadas.

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Mas os ataques continuam… Nós estamos tratando desse assunto. Fiz um pedido de integração do sistema de inteligência (com o governo federal) e temos sempre canal aberto. Quando ofereceram ajuda, coloquei que assim que a demanda fosse necessária, iria encaminhar. Não descarto a ajuda, eles têm experiência e corpo técnico bem especializado. Se os ataques continuarem, vamos recorrer ao apoio federal.

Há indícios de relação entre as facções criminosas PCC e o PGC? Nós estamos investigando, não tenho condições de afirmar. Há muitos vândalos que se aproveitam da situação. Mas, a gente já constatou que existe uma coordenação entre eles [PCC e PGC], só não sabemos se os grupos têm a ver com os ataques.

Essa possível relação gera medo? Não dá medo, dá preocupação. É um fenômeno social, não acontece só em Santa Catarina. Isso decorre muito da questão das drogas, que é onde está a maior incidência das prisões. Quase a totalidade está envolvido com drogas.

Os ataques têm relação com o tráfico? Não tenho como afirmar qual tipo de envolvimento existe. Não sei se há relação, se cada um atua individualmente e se o comando parte de dentro da cadeia. Estamos investigando.

O estado está em contato com o governo de São Paulo? Fizemos contato com o governo federal, não com o governo paulista. Não vejo relação entre os casos. A repercussão, principalmente da imprensa, estimula outros estados a acreditarem nessa relação. Mas não tenho nenhum elemento que traga alguma ligação direta.

O governo do estado fará uma ação especial nos próximos dias? Estamos trabalhando em sistema de crise. Ampliamos o nosso efetivo, trabalhamos com hora ampliada, com muita gente na rua. Nós estamos acompanhando hora a hora, com toda a equipe dominando as operações. Por enquanto, manteremos da mesma forma nos próximos dias.

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