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Funcionários da Cedae entram em greve no Rio

Categoria organiza protesto em frente ao Palácio Guanabara e afirma que não pretende deixar de prestar serviços. Empresa afirma que está em negociação

Funcionários da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) iniciaram uma greve de 24 horas à 0h desta quinta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama -RJ), que representa a categoria, reúne funcionários do setor no Largo do Machado, Zona Sul, e caminha para o Palácio Guanabara, em Laranjeiras.

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A categoria reivindica reajuste total de 39,8% (sendo 10% de aumento real; reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, de 5,81%; e 24% de recuperação de perda salarial, nos últimos dez anos), participação nos lucros, realização de concursos públicos e suspensão das demissões. De acordo com o diretor do Sintsama-RJ, João Xavier, 80% dos trabalhadores aderiram à greve, mas os serviços à população serão prestados normalmente.

Em nota, a empresa afirmou que “se surpreendeu” com a paralisação, já que está em “período de negociação” com o sindicato, “realizando reuniões semanais para renovação do acordo coletivo”. A Cedae também garantiu que os serviços serão prestados normalmente e que não há risco de desabastecimento ou nos reparos nos sistemas de água e esgoto.

Na terça-feira, a empresa apresentou proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, com três propostas complementares às 65 cláusulas apresentadas previamente. São elas: reajuste de 7,23% do tíquete-refeição; garantia de emprego de 97% do quadro funcional de concursados (a empresa possui 6.600 mil funcionários concursados e a mesma quantidade de terceirizados); e abono salarial anual de 1.500 reais para cada funcionário.

(Com Estadão Conteúdo)