Deputado do PT aciona PGR contra Campos Neto por ‘omissão’ na fiscalização do Master
Lindbergh Farias quer que o órgão apure se havia 'indícios suficientes para a adoção antecipada de medidas' por parte do ex-chefe do BC
Vice-líder do PT na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ) protocolou uma representação na PGR contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alegando omissão do ex-chefe da entidade na condução do caso envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O objetivo da representação, segundo o petista, é verificar se havia “indícios suficientes para a adoção antecipada de medidas mais gravosas tais como intervenção, direção fiscal ou liquidação extrajudicial”, além de apurar os motivos pelos quais tais providências não foram tomadas.
“A responsabilidade funcional do então Presidente deve ser objeto de investigação, pois a Presidência do Banco Central concentra a direção superior da política de supervisão, a definição de prioridades regulatórias e a autorização de medidas interventivas”, diz trecho da representação.
Nesta quinta-feira, Lindbergh também afirmou, em publicação nas redes sociais, que “todas as condições para a fraude do Banco Master foram criadas na gestão de Roberto Campos Neto à frente do BC, durante o governo de Jair Bolsonaro”.
Indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Campos Neto presidiu o BC entre 2019 e janeiro de 2025.
Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação do Master. Atualmente, o banco de Vorcaro é investigado, entre outros pontos, por suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro via banco público.





