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Delegado ouve novo depoimento no caso Hopi Hari

Por Da Redação
6 mar 2012, 11h33

Por Tatiana Fávaro

Campinas – O delegado de Vinhedo Álvaro Santucci Noventa Junior ouviuna manhã de hoje o depoimento de um dos funcionários do parque Hopi Hari, que operava a atração La Tour Eiffel, no dia 24, data em que a adolescente Gabriela Nishimura, de 14 anos, morreu após cair do brinquedo. Segundo a polícia e a promotoria, a garota sentou-se em uma cadeira inutilizada há mais de 10 anos e que deveria estar interditada.

O operador Marcos Antonio Tomas Leal, de 18 anos, chegou à delegacia por volta das 9h30 acompanhado de seu advogado. Em depoimento dado na quarta-feira passada seu colega de trabalho Vitor Igor Spinucci de Oliveira informou à polícia que 15 minutos antes da abertura dos portões do parque, Leal teria notado que a trava da cadeira inutilizada do setor 3 estava solta, permitindo que alguém que a forçasse pudesse sentar ali.

Oliveira disse ter sido avisado por Leal e ter passado a informação a outra operadora. A colega teria avisado um superior sobre a situação e recebido a orientação para prosseguir as atividades enquanto alguém da manutenção fosse acionado.

O advogado do parque, Alberto Toron, reconheceu na semana passada que houve “um erro crasso” do complexo de diversões mas disse que os funcionários deveriam ter parado o brinquedo ao observar a inconformidade.

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O advogado de Oliveira e de Leal, Bichir Ale Bichir Junior, disse que os operadores não têm autonomia para tomar esse tipo de decisão conforme manual de “padrão básico operação rides” entregue aos operadores. Nesta segunda-feira, Bichir Junior protocolou cópia do manual na delegacia.

Marcos Leal também é um dos funcionários que aparecem em foto entregue pela família de Gabriela ao delegado na semana passada. A mãe da menina, Silmara, disse na semana passada que notou a falta do cinto de segurança que deveria prender a trava no assento de Gabriela. Silmara afirmou ter questionado sobre a ausência do equipamento e ter ouvido: “o brinquedo é seguro.”

O advogado de Leal disse que seu cliente não operava o setor 3 naquele dia. “Ele devia estar em movimento quando a foto foi tirada”, afirmou. Segundo Vitor Oliveira disse em seu depoimento na semana passada, o rapaz que operava o setor 3 chama-se Edson. Nem a polícia nem o advogado divulgaram o nome completo do funcionário, mas nesta segunda-feira, o delegado informou que tentava contato com o advogado do operador para marcar seu depoimento.

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