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Desmatamento na Mata Atlântica cai, mas área degradada supera os 70 mil hectares

Dados de monitoramentos do bioma foram divulgados nesta segunda-feira

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 Maio 2025, 10h24 • Atualizado em 12 Maio 2025, 10h29
  • A degradação da Mata Atlântica registrou queda de 14% em 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. O percentual corresponde à comparação com o ano anterior, na métrica que monitora a área total desmatada do bioma. O resultado, contudo, não é exatamente uma notícia positiva: ainda assim, 71.109 hectares de florestas foram desmatados no ano passado, de acordo com o levantamento realizado pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), conduzido pela entidade junto ao MapBiomas, e que leva em consideração todo o tipo de vegetação destruída. 

    O cenário fica mais claro com a análise de outros recortes. O total de alertas de desmatamento, por exemplo, caiu de 7.396 em 2023 para 5.693 no ano passado. Por outro lado, a área média por evento subiu de 11,2 para 12,5 hectares. Isso indica desmatamentos maiores e mais concentrados.

    Se consideradas apenas as áreas de mata madura — que são insubstituíveis em biodiversidade e regulação climática —, a queda no desmatamento foi de apenas 2%, com um total de 14.366 hectares desse tipo de vegetação desmatados em 2024. Tal monitoramento é feito pela fundação junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apenas esse território desmatado, por exemplo, representa a emissão de cerca de 6,87 milhões de toneladas de CO₂. 

    Macaco em área de Mata Atlântica em São Paulo
    Macaco em área de Mata Atlântica em São Paulo (iStock/Getty Images)

    O saldo, segundo o diretor executivo da SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, é de uma queda tímida diante do necessário, que é um desmatamento zero. Especialmente porque as perdas permanecem altas em áreas historicamente críticas, e porque avançam sobre a mata madura, crucial para a sobrevivência do bioma. Uma degradação que, segundo Pinto, “amplia o risco de colapso dos serviços ecossistêmicos essenciais à nossa qualidade de vida, à segurança alimentar e à economia do país”. 

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    Se considerado o dano por estado, Piauí e Bahia aparecem nas primeiras posições como os locais onde houve maior área desmatada: 26.030 e 23.218 hectares, respectivamente, segundo o Sistema de Alertas de Desmatamento. Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que têm histórico de grandes perdas, também registraram quedas, com destaque para o cenário paranaense, onde essa redução chegou aos 64%. 

    Em outros locais, como Rio de Janeiro, São Paulo e principalmente Rio Grande do Sul, o impacto foi puxado principalmente por evento climáticos extremos — no caso gaúcho, as chuvas de maio de 2024 responderam pela maior parte dos 3.307 hectares desmatados no ano.

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