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Cinquenta anos depois, 1968 ainda não acabou

Zuenir Ventura tem razão, aqueles doze meses ainda ecoam como guitarras elétricas; mudanças ensaiadas ali ajudaram a moldar o mundo de hoje

Para o jornalista Zuenir Ventura, autor do mais bonito livro brasileiro sobre aquele tempo dramático e extraordinário, 1968 foi “o ano que não terminou”. Para Daniel Cohn-Bendit, o mercurial líder estudantil das ruas de Paris, “1968 acabou”, e por isso ele decidiu há séculos fugir do tema, como quem evita apenas beber do passado, talvez porque tenha se cansado de sempre dar as mesmas respostas diante das mesmíssimas perguntas — apesar de, contraditoriamente, um de seus filhos ter como fundo de tela no smartphone a foto clássica do pai com olhar irônico encarando um policial do governo de Charles de Gaulle. Mas, afinal de contas, 1968 acabou ou não? Zuenir Ventura tem razão, aqueles doze meses ainda ecoam como guitarras elétricas, embora Cohn-Bendit insista em querer virar a folhinha do calendário.

Cinquenta anos depois, 1968 não para de ser evocado, porque foi realmente especial — há nele doses consideráveis do charme permanente da cultura pop (Beatles, Rolling Stones, Caetano&Gil&Chico), há o terror do período mais duro da ditadura militar no Brasil, com a promulgação do AI-5, há o mundo mergulhado nos horrores da Guerra do Vietnã, assustado com o assassinato de Martin Luther King e de Bob Kennedy, além de uma sucessão espetacular de movimentos de jovens — quase sempre — que foram às ruas, para morrer se preciso fosse, contra o poder, qualquer poder, de direita ou de esquerda. No Brasil, eles protestavam contra as forças do governo de quepe que matou um estudante secundarista (Édson Luís, em março). Na Checoslováquia, esbravejavam contra os tanques soviéticos que esmagavam a Primavera Democrática (em agosto). Nas próximas dezesseis páginas, VEJA esmiúça os eventos daquele ano, ora em preto e branco, ora em cores, que moldou o mundo de hoje.

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Comentários

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  1. 1968 a-ca-bou! O resto é mídia sem assunto, inventando notícia…

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  2. Que venha o AI-6 e muita borrachada em estudantes vagabundos comunistas!

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  3. Wagner Nogueira Santos

    Por estas manchetes, comprova-se que a VEJA (e o resto da imprensa do Brasil) é COMUNISTA/SATANISTA e detesta a população: – “Quais são as idéias extremistas de Bolsonaro ?; Cresce apoio à discriminização do aborto; Radar – Sem Lula, Dilma aparece bem em pesquisas eleitorais; Eduardo Paes lidera para governo no Rio de Janeiro.” Estas mentiras COMUNISTAS faladas mil vezes se tornam verdades nos ouvidos inocentes !

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  4. Cláudio Moura

    Se tivessem os líderes estudantis daquela época no oceano para os tubarões, não estaríamos nesta situação agora. Sendo dominado por um bando de comunistas ladrões.

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