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Caso Richthofen: irmãos Cravinhos passarão a cumprir pena em regime semiaberto

Condenados por participação na morte dos pais de Suzane von Richthofen vão poder passar o dia fora da prisão. Eles estavam presos desde 2002

Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos de Paula e Silva, condenados junto com Suzane von Richthofen por participação no assassinato dos pais dela, vão poder cumprir o restante da pena em regime semiaberto – aquele em que o condenado passa o dia fora da prisão e só volta para dormir. Os dois estão presos desde novembro de 2002.

O benefício, solicitado pela defesa dos condenados, foi concedido pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara das Execuções Criminais e Anexo da Corregedoria dos Presídios de Taubaté. No despacho, ela afirmou que os irmãos vêm mantendo bom comportamento carcerário, o que é atestado pelo diretor do diretor da penitenciária de Tremembé (SP), onde eles cumprem pena. Além disso, segundo a juíza, eles já cumpriram pena o suficiente para terem direito à concessão do benefício. O Ministério Público apresentou um parecer favorável à progressão.

Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos foram a júri popular em 2006. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão em regime fechado. Daniel, que era namorado de Suzane, também foi condenado a 39 anos. Seu irmão Cristian acabou recebendo pena de 38 anos em regime fechado.

O crime – Os pais de Suzane, Manfred e Marisia von Richthofen, foram assassinados na noite de 31 de outubro de 2002, enquanto dormiam em sua mansão no Brooklin, bairro de classe média alta de São Paulo. O casal levou golpes de barras de ferro na cabeça.

Nove dias depois, a polícia divulgou que o crime fora planejado pela filha do casal, Suzane, à época com 19 anos. Ela contou com a ajuda de Daniel, então com 21, e do irmão do rapaz, Cristian, de 20 anos. O crime provocou comoção em todo o país. Os irmãos Cravinhos estavam presos desde então – o período na prisão só foi interrompido brevemente entre 2005 e 2006, graças a um habeas corpus que proporcinou menos de três meses de liberdade para os irmãos. Suzane, que alternou períodos em que estava presa com alguns meses em liberdade entre 2002 e 2006, só foi definitivamente para a prisão em julho de 2006, após ser condenada.

Em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido semelhante de progressão para o regime semiaberto formulado por sua defesa de Suzane. Com a decisão, ela continuou presa na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, interior de São Paulo.