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Cartas ao Congresso: a nova arma de pressão dos presos de 8 de Janeiro pela anistia

Condenados e seus parentes escrevem aos deputados pedindo apoio para aprovar projeto de lei

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 abr 2025, 10h34 •
  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sido pressionado de todas as formas para colocar em votação o projeto que anistia os envolvidos nos ataques aos prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso no dia 8 de janeiro.

    O PL de Jair Bolsonaro, por exemplo, está disposto a  obstruir  a pauta de votação até que o projeto seja colocado em regime de urgência. Na quarta-feira, familiares dos presos tentaram chegar ao gabinete do presidente da Câmara. Motta, porém, não permitiu sequer que eles entrassem no salão verde para uma coletiva de imprensa.

    Nos últimos dias, o presidente da Câmara e vários deputados também começaram a receber  cartas de familiares dos presos. Em uma delas,  Nina Pedro, esposa de Bruno Pedron, condenado a 15 anos de prisão pelos atos golpistas, pede a Hugo Motta que ajude a aprovar anistia para livrar o marido da cadeia. “Escrevo isso com lágrimas nos olhos, pois o meu filho terá um trauma no futuro”, diz um trecho. “Por favor, paute a anistia. Só quem não é a favor é quem não tem coração ou não tem família”.

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    Trecho da carta de Nina Pedron (reprodução/Reprodução)

    Detenta brasileira diz que foi ameaçada de morte em presídio da Argentina

    Em outra carta, Eliana Costa, esposa do agricultor Antônio Marcos Ferreira Costa,  condenado a 14 anos de prisão, faz um apelo aos deputados  “Quero pedir aos senhores parlamentares, em especial ao presidente da Casa, Hugo Motta, que tenham misericórdia de nós que estamos sofrendo há mais de dois anos” , diz a mulher.

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    Ana Paula de Sousa, acusada de envolvimento nos atos golpistas e presa na Argentina, também conta que foi ameaçada de morte no presídio de Ezeiza. A detenta fez duas cirurgias para retirar nódulos nos seios, está tomando soro e reclama da falta de atendimento médico. Ela afirma que já emagreceu doze quilos na prisão. “Quando vão parar de explorar politicamente a nossa dor?”, diz Ana na carta.

    A oposição afirma ter 309 votos favoráveis à anistia.

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