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Câmara endurece pena de motorista embriagado que causar morte

Proposta, que vai a sanção presidencial, prevê pena de 5 a 8 anos de prisão para motorista que causar morte sob efeito de álcool ou outras drogas

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), um Projeto de Lei (PL) que endurece o Código Trânsito Brasileiro e aumenta de cinco para oito anos a pena de prisão para motorista que provocar a morte de alguém dirigindo alcoolizado ou sob efeito de drogas. O texto já passou pelo Senado e agora vai a sanção presidencial.

O Projeto de Lei 5.568/2013, de autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), já havia sido aprovado pela Câmara em 2015. À época, o texto modificada a pena de reclusão de quatro para oito anos. Após ser apreciada no Senado em 2016, no entanto, uma emenda foi aprovada aumentando a pena. Por conta dessa mudança, o texto teve que passar por outra votação entre os deputados.

Atualmente, pela lei em vigor , o tempo de reclusão para quem provocar acidente fatal ao voltante é de dois a quatro anos. Com a mudança, além de aumentar a pena, continuam valendo as punições como suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir.

A proposta endurece as punições para motoristas enquadrados tanto na categoria de homicídio doloso (com intenção de matar) como na de homicídio culposo (sem intenção). A argumentação dos deputados é de que aqueles acusados de homicídio culposo muitas vezes só recebiam a pena de pagamento de cestas básicas e serviço comunitário, dependendo da interpretação da autoridade responsável pela investigação.

Comentários

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  1. Manuel Geraldo Martins

    Não adianta aumentar pena e não fiscalizar. Pior quando pegam algum classe média, ele paga fiança e saiu rapidinho. A pena pode ser de 2 anos mesmo, se fiscalizar e prender, (com o bafometro ou exame de sangue, não precisa nem julgamento) a turma medo e pensa duas vezes antes de dirigir alcoolizado.

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