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Bombeiros identificam local onde pode estar vítima de desabamento

Com ajuda de cães, equipes de resgate fazem buscas por homem que estava prestes a ser resgatado quando edifício ruiu durante incêndio no centro de SP

Por Da Redação Atualizado em 2 Maio 2018, 18h06 - Publicado em 2 Maio 2018, 08h49

O Corpo de Bombeiros delimitou na madrugada desta quarta-feira 2 a região onde acredita estar um homem identificado como Ricardo, que estava prestes a ser resgatado quando a estrutura do prédio ocupado por sem-teto no centro de São Paulo desabou em um incêndio. Os bombeiros fazem um trabalho manual de retirada de entulho para tentar encontrá-lo.

“A área onde ela (vítima) possivelmente está foi localizada por causa da corda que estava sendo usada no salvamento e o cinto alemão que foram encontrados nesse local. Os cachorros já determinaram uma área próxima a esses equipamentos que é possível que a vítima esteja lá, mas existem lajes pesadas a serem removidas”, afirmou o major Max Alexandre Schroeder.

Apesar da alta temperatura no local do acidente, de onde ainda emerge muita fumaça mesmo mais de 24 horas após o incêndio que começou na madrugada de terça-feira 1º, os bombeiros acreditam que seja possível encontrar vítimas com vida em possíveis bolsões que formam sob os escombros. “Há uma série de fatores que tornam mais difícil achar pessoas com vida, mas o Corpo de Bombeiros sempre trabalha com a possibilidade de encontrar pessoas vivas. Então, nosso trabalho é técnico e protocolar”, disse o major Schroeder.

O prédio antes do incêndio - imagem Google
Reprodução Google/VEJA

Segundo ele, as equipes só vão iniciar a retirada dos escombros com escavadeiras após 48 horas, quando as chances de encontrar um sobrevivente são praticamente nulas. Durante a madrugada desta quarta-feira, duas máquinas foram utilizadas apenas para tirar o entulho que se espalhou pela rua com o objeto de liberar a via para as viaturas e permitir o acesso a fiação subterrânea da Eletropaulo para desligar a energia elétrica da área e evitar um novo acidente.

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O sargento Diego Pereira da Silva Santos, que participou da tentativa de resgate do homem desaparecido, afirmou que em “mais 30 ou 40 segundos” teria sido possível retirá-lo do prédio. Imagens mostram o momento em que o prédio de 24 pavimentos desmoronou, levando abaixo a vítima. Segundo testemunhas, trata-se de um homem chamado Ricardo, que trabalha como carregador na Rua 25 de Março. Os relatos dão conta de que ele saiu do edifício, mas voltou para ajudar outros moradores a saírem do local.

O sargento relata que lançou um cinto de resgate, que o homem só conseguiu pegar na terceira tentativa. “Ele ficou tranquilo”, disse o bombeiro. Ricardo foi orientado para amarrar o equipamento em si, passando pelos braços e pernas. “Na hora que a gente estava terminando essa fase, o prédio acabou vindo abaixo, caíram seis ou sete andares sobre ele. Tensionou a corda e estourou. Não daria trinta, quarenta segundos para finalizar o processo”, disse Diego.

Trabalhos manuais no resgate

Ainda na tarde de terça, o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, havia explicado que o procedimento de aguardar para movimentar os escombros do prédio é necessário para não colocar em risco a vida de desaparecidos. “Não entraremos em nenhum tipo de remoção com maquinário porque a gente pode ter uma pessoa com vida dentro dos escombros”, disse o capitão.

“É muito difícil que a gente consiga atuar porque se eu removo partes de concreto, mesmo que manualmente, há risco de lajes superiores desabarem em cima dos bombeiros”, explicou. A estimativa é que os trabalhos de resgate e remoção dos escombros levem uma semana. Palumbo explicou que, por enquanto, será feita a limpeza no entorno do local. “Uma retroescavadeira pode bater lá dentro e afetar as estruturas”, afirmou.

(com Estadão Conteúdo)

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