Atual chefe da Abin no governo Lula recebe ótima notícia do STF
Diretor-geral da agência era investigado por suspeita de participação em estrutura paralela
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou a investigação da Abin Paralela contra o diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa, e outros quatro atuais ou ex integrantes da administração.
O entendimento de Moraes foi de que há “ausência de justa causa para a continuidade das investigações”.
“As imputações formuladas limitam-se à enunciação de conclusões genéricas acerca de suposta participação dos requeridos em atos de embaraço à investigação, sem a individualização concreta das respectivas condutas e sem a demonstração mínima dos elementos necessários à configuração de fato penalmente relevante”, afirmou o magistrado.
O advogado Bruno Salles, que defende Corrêa, afirmou que a decisão foi “irretocável”.
“Desde o início sustentamos a absoluta inexistência de qualquer elemento que pudesse configurar obstrução de justiça. O diretor geral da Abin, nosso cliente Luiz Fernando Correia é um homem público probo, que já foi diretor geral da Polícia Federal e que tem uma missão fundamental a frente da agência de inteligência nacional em um ano de eleições marcadas por tentativas de intervenções estrangeiras”, afirmou Salles, em nota.
A apuração contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem e outras duas pessoas também foi encerrada, mas por outro motivo: Moraes considerou que eles já foram punidos pelos mesmos fatos ao serem condenados pela trama golpista.
“Uma vez que os elementos de prova foram utilizados para o juízo condenatório daquelas Ações Penais, é o caso de arquivamento da investigação”, afirmou Moraes.
Já em relação aos demais investigados, inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro, a apuração foi enviada para a Justiça Federal do Distrito Federal.







