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Anvisa investiga seis mortes por pancreatite associadas a canetas emagrecedoras

Órgão recebeu 225 notificações de doenças supostamente ligadas ao uso dos medicamentos, mas nenhuma relação foi comprovada ainda

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 12h39 •
  • A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga casos de pancreatite ligados ao uso de canetas emagrecedoras. Ao todo, há 225 notificações de suspeitas de eventos adversos, incluindo os dados do sistema VigiMed e da pesquisa clínica. Dentro desse número, há seis mortes pela doença que podem ter sido provocadas por essas medicações. Os casos estão todos sendo investigados pela agência e ainda não há comprovação sobre a relação entre os óbitos e os casos de pancreatite com o uso do medicamento. 

    Em nota enviada à reportagem, a Anvisa explicou que recebeu, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, 145 notificações, pelo sistema VigiMed, de “pancreatite, pancreatite aguda, pancreatite crônica, pancreatite necrosante e pancreatite obstrutiva” em pacientes que faziam uso das medicações com os princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.

    Juntando os 145 casos com o que também consta na pesquisa clínica, a Anvisa afirma que tem 225 notificações sob suspeita. Segundo o órgão, as bulas dessas medicações para emagrecimento já alertam para o risco de pancreatite. O ano de 2025 é o que reúne mais casos: 45 notificações.

    Os princípios ativos associados à pancreatite estão presentes nas canetas emagrecedoras, remédios para o tratamento de diabetes cujo uso off label se popularizou para perda de peso. Ao mesmo tempo em que essas medicações revolucionam o tratamento da obesidade, que é uma doença que afeta uma em cada oito pessoas no mundo, segundo a OMS, elas se tornaram um problema para as autoridades policiais e sanitárias pela comercialização com fins apenas estéticos.

    Entre os medicamentos mais conhecidos estão o Mounjaro (tirzepatida) e o Ozempic (semaglutida). Hoje, é obrigatório apresentar receita médica para adquirir essas medicações. Há um fluxo de contrabando que vem do exterior, direcionado principalmente ao comércio irregular em clínicas estéticas, e um outro fluxo, mais ligado ao varejo, que opera assaltando farmácias e estabelecimentos de saúde, no intuito de comercializar as canetas pela internet e em grupos de redes sociais. Também há grupos que trazem as medicações do Paraguai, sem condições de refrigeração.

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